quinta-feira, 10 de outubro de 2013

ISLÃ X BÍBLIA (03): RESPONDENDO A AMYR ALY JULAYA.

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A - Antes das perguntas de Amyr Aly Julaya, a que me propus responder nesta série (Islã X Bíblia), o mesmo tinha postado um texto provocativo. Nele, mostrando o seu completo desconhecimento do Espírito Santo e do que seja inspiração divina (I Pedro 1: 10-12 e II Pedro 1: 19-21), queria colocar em dúvida a autenticidade da Bíblia. Alegava Amyr que o fato das Escrituras Sagradas ter sido escritas por diversas pessoas, através de várias gerações, e em lugares e contextos diferentes, comprovaria as suas suposições. Amyr até insistiu que os escritores da Bíblia são muito diferentes entre si. 
Aparentemente, mas apenas aparentemente, haveria alguma pertinência no que nos diz Amyr em sua tentativa de questionar e desacreditar a Bíblia, com as suas descabidas colocações. Senão, vejamos: Sim, os escritores bíblicos viveram em épocas e até lugares diferentes, pertenciam as mais variadas classes sociais, PORÉM, TODAVIA E NO ENTANTO, tinham em comum:

1) TODOS ERAM JUDEUS. E isto, dentro da perspectiva da revelação de Deus ao homem, é tudo. O próprio Senhor Jesus disse que a salvação vem dos judeus (João 4: 21-22). E é evidente que o ensinamento apostólico do Novo Testamento está em perfeita concordância com isso. Dois exemplos básicos, para não nos alongarmos em obviedades: Romanos 11:25-36 e I Pedro 1: 10-12.

2) TODOS ELES FALARAM EM NOME DO DEUS DA BÍBLIA (Êxodo 3: 15), o qual disse a literalmente a Moisés: “Este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.” NÃO era um nome genérico para Deus, tal como um dos amigos de Amyr disse a respeito de Allah, em relação ao Árabe.

3) TODOS ELES FALARAM INSPIRADOS PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS: o qual, de acordo com as Escrituras Sagradas de judeus e cristãos NÃO é o Anjo Gabriel, como supõe Maomé e o Alcorão (Sura 70:4 e outras). Tal profeta e livro não são corroborados e nem corroboram algumas verdades literais quanto essenciais à compreensão das Sagradas Escrituras. Senão, vejamos:
a) Davi, também contraditoriamente tomado como fonte de autoridade para/pelo Corão, dirigindo-se a Deus: “Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.” (Salmo 51).
b) A compreensão e o ensinamento apostólico; e isto de acordo com as palavras de Pedro, sabendo-se que o Alcorão, contraditoriamente, quis tomar os discípulos de Jesus como fonte de autoridade para si (Vide minha postagem anterior.), e não conforme o legado por aqueles deixado: “Ananias, porque encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? (...) Não mentiste aos homens, mas a Deus.” (Atos 5: 1-12).
- Ora, o Espírito Santo falou através dos profetas, apóstolos e evangelistas bíblicos pelo simples fato de que Deus, sendo espírito, habita naqueles que Ele santificou (Separa para Si.) e fala através dos que Lhe são fiéis.
- Paulo, na Segunda Epístola aos Coríntios 6:16: “Porque nós somos santuário do Deus Vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” Ele estava citando Moisés (Levítico 26:12) e fazendo referência ao profeta Ezequiel (37: 21-28). 
c) Jesus, dando instrução ao doze apóstolos, a respeito do Espírito Santo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, afim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” (João 14: 17)
Agora, quem prometeu estar com os seus discípulos até a consumação dos séculos (Mateus 18-20)? Quem os discípulos estavam vendo, na forma humana, e bem o conheciam? E quem estaria neles, através do Espírito Santo, assim como esteve em Davi e em todos os Seus profetas, apóstolos e evangelistas bíblicos? João 1: 1-14 e Ísaías 9: 6-17.

4) TODOS ELES CONCORDAM ENTRE SI NO QUE DIZ RESPEITO À PESSOA DE DEUS E A OBRA DIVINA NA REDENÇÃO HUMANA. Vale a pena, reproduzir aqui, um trecho da Bíblia, ao qual comento na minha postagem anterior, para facilitar a compreensão da mesma e tudo o que esta sendo dito até agora: 

- I Pedro 1. 10-12: “ FOI A RESPEITO DESTA SALVAÇÃO (Pela morte de Cristo na cruz e Sua ressurreição, conforme o Novo Testamento.) QUE OS PROFETAS (Da Antiga Aliança.) INDAGARAM E INQUIRIRAM ACERCA DA GRAÇA A VÓS OUTROS (Cristãos judeus ou não judeus.) DESTINADA,
INVESTIGANDO, ATENTAMENTE, QUAL A OCASIÃO OU QUAIS AS CIRCUNSTÂNCIAS OPORTUNAS, INDICADAS PELO ESPÍRITO DE CRISTO (O Espírito Santo de Deus), QUE NELES ESTAVA, AO DAR DE ANTEMÃO TESTEMUNHO SOBRE OS SOFRIMENTOS REFERENTES A CRISTO E SOBRE AS GLÓRIAS QUE O SEGUIRIAM (Ressurreição, Ascensão, Glorificação e fundação de Sua igreja na Terra.).
A ELES FOI REVELADO QUE, NÃO PARA SI MESMOS, MAS PARA VÓS OUTROS, MINISTRAVAM AS COISAS QUE, AGORA, VOS FORAM ANUNCIADAS POR AQUELES (Apóstolos; evangelistas, escritores ou não; testemunhas oculares ou pessoas que foram contemporâneas de todos os antes citados.) QUE, PELO ESPÍRITO SANTO ENVIADO DO CÉU (O qual veio para habitar nos cristãos, como antes habitou nos profetas do Antigo Conserto, em cumprimento da promessa feita pelo Senhor a todos os seus discípulos.), VOS PREGARAM O EVANGELHO (O sentido aqui, não é de um livro, supostamente escrito por Jesus, como quer o Islã; mas o de As Boas Novas da Salvação.), COISAS QUE ANJOS ANELAM PERSCRUTAR.”
Obs.: Onde se lê conserto, leia-se concerto.

B - CONCLUSÃO:
1) Maomé NÃO era judeu; e, portanto, NÃO tem autoridade profética, segundo as Escrituras Sagradas de judeus e cristãos.
2) Maomé NÃO falou em nome do Deus da Bíblia, ainda que queira o Islã, contraditoriamente (Suras 2: 136; 5: 45-47; 10: 94; 16: 43 e 61:140), reduzi-la à Torá e a um suposto evangelho escrito por Jesus. E isso quando o próprio Jesus falou aos seus discípulos que o Espírito viria para fazê-los recordar (Portanto, inspirá-los e capacitá-lo, como aos profetas do Antigo Testamento.) tudo quanto Ele, o senhor Jesus, dissera aos mesmos (João 16: 4-15). Compare o que estou dizendo com Lucas 1: 1-4 e Hebreus 2: 1-4 e verás a pertinência do que digo.
3) Maomé NÃO falou inspirado (Seja, de dentro para fora.) pelo Espírito Santo de Deus (Sura 70: 4). Antes, teria recebido os versos do Alcorão de um ser que ele supunha ser o Anjo Gabriel, a quem textual e erroneamente chama de Espírito Santo. Isto, por si mesmo, explica o fato do Alcorão não corroborar e nem ser corroborado pelas Escrituras Sagradas anteriores. Desde a promessa feita em Gênesis 3: 8-15, passando pelo sistema de sacrifícios da Torá, mormente em Levítico, até a fala de João Batista (“Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado mundo.”, a mensagem de toda a Bíblia, com as suas mais de trezentas profecias sobre a pessoa e a obra (inclusive a expiatória) de Jesus, é uma só. O Novo Testamento é o testemunho apostólico disso. Somente Maomé e o Alcorão dizem o contrário. E pelo o até aqui exposto, nem poderia ser de outra forma.

C - O único profeta não idêntico, qual um corpo estranho no organismo vivo da revelação, é o próprio Maomé. A revelação foi progressiva, desde a palavra de Deus a Adão e reproduzida por Moisés em Gênesis, até a perfeita revelação de Deus aos homens, na pessoa de nosso Salvador (Hebreus 1: 1-4), ao qual até o próprio Alcorão chama de Messias. MAS SERÁ QUE AMYR ALY JULAYA SABE AS IMPLICAÇÕES QUE HÁ NISSO?

Em tempo: Na próxima postagem passo a responder as perguntas de Amyr, supostamente desembaraçosas para a Bíblia e a fé cristã. 


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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ISLÃ X BÍBLIA (02): RESPONDENDO A AMYR ALY JULAYA



PARA MAIS UMA SIMPLES DEMONSTRAÇÃO
DA INCONSISTÊNCIA DE TODA A SUA  FALÁCIA:

A) O TESTEMUNHO APOSTÓLICO SOBRE A PESSOA E A OBRA (INCLUSIVE, A EXPIATÓRIA – Vide Levítico, Salmo 22, Jeremias 31: 31-34, Isaías 53, Zacarias 12: 9-10)  DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, CONFORME O PREVISTO PELOS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO:

- I Pedro 1. 10-12: “ FOI A RESPEITO DESTA SALVAÇÃO (Pela morte de Cristo na cruz e Sua ressurreição, conforme o Novo Testamento.) QUE OS PROFETAS (Da Antiga Aliança.) INDAGARAM E INQUIRIRAM ACERCA DA GRAÇA A VÓS OUTROS (Cristãos judeus ou não judeus.) DESTINADA,
INVESTIGANDO, ATENTAMENTE, QUAL A OCASIÃO OU QUAIS AS CIRCUNSTÂNCIAS OPORTUNAS, INDICADAS PELO ESPÍRITO DE CRISTO (O Espírito Santo de Deus), QUE NELES ESTAVA, AO DAR DE ANTEMÃO TESTEMUNHO SOBRE OS SOFRIMENTOS REFERENTES A CRISTO E SOBRE AS GLÓRIAS QUE O SEGUIRIAM (Ressurreição, Ascensão, Glorificação e fundação de Sua igreja na Terra.).
A ELES FOI REVELADO QUE, NÃO PARA SI MESMOS, MAS PARA VÓS OUTROS, MINISTRAVAM AS COISAS QUE, AGORA, VOS FORAM  ANUNCIADAS POR AQUELES (Apóstolos; evangelistas, escritores ou não;  testemunhas oculares ou pessoas que foram contemporâneas de todos os antes citados.) QUE, PELO ESPÍRITO SANTO ENVIADO DO CÉU (O qual veio para habitar nos cristãos,  como antes habitou nos profetas do Antigo Conserto, em cumprimento da promessa feita pelo Senhor a todos os seus discípulos.), VOS PREGARAM O EVANGELHO (O sentido aqui, não é de um livro, supostamente escrito por Jesus, como quer o Islã; mas o de As Boas Novas da Salvação.), COISAS QUE ANJOS ANELAM PERSCRUTAR.”

B) O TESTEMUNHO APOSTÓLICO SOBRE OS QUE REJEITAM A PREGAÇÃO SOBRE A PESSOA E OBRA (INCLUSIVE EXPIATÓRIA) DO SENHOR JESUS:

- João 3. 16: “PORQUE DEUS AMOU AO MUNDO DE TAL MANEIRA QUE DEU O SEU FILHO UNIGÊNITO, PARA QUE TODO O QUE NELE CRÊ NÃO PEREÇA (Morra eternamente na perdição.), MAS TENHA A VIDA ETERNA.”
- João 3. 36: “POR ISSO, QUEM CRÊ (Conforme o testemunho apostólico, não no segundo o Alcorão.) NO FILHO TEM A VIDA ETERNA; O QUE, TODAVIA, SE MANTÉM REBELDE CONTRA O FILHO NÃO VERÁ A VIDA, MAS SOBRE ELE PERMANECE A IRA DE DEUS.”

C) O TESTEMUNHO DO PRÓPRIO ALCORÃO SOBRE OS APÓSTOLOS E DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO:

- Sura 61. 14: “Ó VÓS QUE CREDES! SEDE ALIADOS A ALLAH, DA MESMA MANEIRA COMO JESUS, FILHO DE MARIA, DISSE AOS SEUS DISCÍPULOS: ‘QUEM SÃO MEUS ALIADOS À CAUSA DE ALLAH. OS DISCÍPULOS DISSERAM: ‘NÓS SOMOS OS ALIADOS A ALLAH’. ENTÃO, UMA FACÇÃO DOS FILHOS DE ISRAEL CREU, E UMA FACÇÃO RENEGOU A FÉ. AMPARAMOS, POIS, OS QUE CRERAM CONTRA SEUS INIMIGOS, E FORAM PREVALECENTES.”

OBSERVAÇÕES NECESSÁRIAS: Há inúmeras contradições nesta pequena aia, mas se pode inferir, lendo-a no seu sentido literal, que:
1) A partir da perspectiva corânica, os discípulos de Jesus (Fosse os doze ou as quinhentas testemunhas, às quais Ele apareceu ressurreto.), foram comissionados (e aprovados) por Deus.
2) Os judeus que rejeitaram a Cristo, são tidos por infiéis à revelação recebida da parte de Jesus (Hebreus 1: 1-4); sendo, consequentemente, desaprovados.
3) Quando Maomé e/ou Alcorão diz/em textualmente que Jesus pronuncia o nome de Deus, como sendo Allah, ele/s se coloca/m em evidente contradição com relação ao ensinamento dos próprios apóstolos ou discípulos, citados indiretamente como fonte autoridade. Mas isso não é nenhuma novidade em se tratando do Islã (moderno).
4) Embora não saibamos exatamente o que se queira dizer com a causa, esta e o nome Allah para Deus são inexistentes em todos os livros da Bíblia. Incorre, pois, o texto corânico em outra berrante contradição.
Não existe uma sequer menção nas Escrituras Sagradas de judeus e cristãos (Antigo e Novo Testamento) de: 1)  Allah como (sendo o nome de) Deus; 2) Maomé, como profeta de judeus e cristãos; e 3) nem do Alcorão como Palavra de Deus.
E nem poderia; pois sendo Jesus Cristo a revelação perfeita e final de Deus aos homens, tal coisa NÃO faria sentido  (Hebreus 1: 1-4). A menos que alguém, em completa desobediência ao próprio Alcorão (Vide as sura transcritas na minha postagem anterior, mormente a 10: 94 e a 16: 43.) e fascinado pelo poder político nas Arábias do VII século d.C.,  tenha decidido criar uma nova religião. Pois a revelação de todo o Antigo Testamento é o senhor Jesus. Sobre Ele, existem mais de trezentas profecias. E o Novo Testamento consta-se do mais inatacável testemunho sobre a sua obra (inclusive a expiatória) e pessoa (Tito 2: 11-14).   
5) No texto corânico citado, quem realmente fala? Allah ou Maomé? Ou ambos? O fato é que se usa o pronome pessoal “Nós” no plural, tal qual ocorre em Gênesis 1. 26, na Bíblia. E isso acontece em várias outras passagens do Alcorão.
6) Falaria o texto corânico de possíveis muçulmanos, supostamente amparando os discípulos de Cristo? Se a resposta for positiva, configura-se um gritante anacronismo.

7) FINALIZANDO: COM TAL TESTEMUNHO (APESAR DE MUITO CONFUSO) DO PRÓPRIO ALCORÃO SOBRE UMA SUPOSTA FIDELIDADE DOS DISCÍPULOS DE JESUS A ALLAH:  A) SERIA LÓGICO AMYR ALY JULAYA QUERER CONTESTAR E DESVIRTUAR COM TODA A SUA FALÁCIA O LEGADO (SEJA O NOVO TESTAMENTO TAL COMO O TEMOS HOJE) POR ELES DEIXADO?  B) NÃO SERIA ESTE O MAIOR DE TODOS OS ERROS? C) E A CONTRADIÇÃO DAS CONTRADIÇÕES?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ISLÃ X BÍBLIA: RESPONDENDO A AMYR ALY JULAYA (01)

Antes de responder todas as perguntas feitas por Amyr,  devo, nesta primeira postagem,  lembrar aos leitores que Amyr Aly Julaya, afirmou, em sua postagem do dia 04.10.2013, no grupo de discussão do Facebook,  A SALVAÇÃO em CRISTO JESUS, que:  “chamar a Bíblia de livro santo ou guia moral é uma afronta”.
Depois, ele nos repassou um link com inúmeras perguntas, às quais responderei em quantas postagens se fizer necessário, obedecendo, evidentemente, a minha disponibilidade de tempo. Esta primeira e as futuras postagens estarão disponibilizadas na minha página do Facebook e neste blog.

Prefiro responder à opinião de Amyr sobre a Bíblia, citando as palavras de Maomé ou do Corão, aos quais ele e/ou Islã têm por profeta e livro sagrado. (A Bíblia, porém, nunca predisse tal profeta e nem livro. E nem poderia, sendo Jesus Cristo a revelação final e perfeita de Deus ao homem (Hebreus 1: 1-4). Eles, profeta e livro islâmicos, é que tomam a Bíblia como fonte de autoridade naquilo que lhes é conveniente; muito embora sua doutrina NÃO esteja em conformidade com as Escrituras Sagradas de judeus e cristãos. Isso por si mesmo é a maior das contradições. Não causa espécie alguém tomar por fonte de autoridade algo ou alguém com que inteiramente não concorda? Mas qualquer pessoa que for um pouco mais a fundo na questão, logo entenderá que isso não nenhuma novidade em se tratando do Islã (moderno).

Senão, vejamos:  o que diz o Corão sobre o livro que Amyr Aly Julaya afirma ser uma afronta chamá-lo de livro sagrado e guia moral? Qual o testemunho sobre a Bíblia dado pelo Corão, ao qual próprio Amyr (e não eu) crer ser a palavra de Deus?

- Sura 5. 46:  “E, NA PEGADA DAQUELES, FIZEMOS SEGUIR A JESUS, FILHO DE MARIA, PARA CONFIRMAR A TORA (sic.), QUE HAVIA ANTES DELE. E CONCEDÊRAMO-LHE O EVANGELHO (sic); NELE HÁ ORIENTAÇÃO E LUZ E CONFIRMAÇÃO DA TORA, QUE HAVIA ANTES DELE, E ORIENTAÇÃO E EXORTAÇÃO PARA OS PIEDOSOS.”

- Sura 5. 47-b:  E QUE OS SEGUIDORES DO EVANGELHO JULGUEM CONFORME O QUE ALLAH FEZ DESCER NELE.”

- Sura 6. 34-b: “E NÃO HÁ QUEM TROQUE AS PALAVRAS DE ALLAH. E, COM EFEITO, CHEGARAM-TE ALGUNS INFORMES DOS OUTROS MENSAGEIROS.”

- Sura 10.64-b:  “NÃO HÁ ALTERAÇÃO NAS PALAVRAS DE ALLAH.”

- Sura 10. 94-a: “E, SE ESTÁS EM DÚVIDA ACERCA DO QUE FIZEMOS DESCER PARA TI, MUHAMMAD, PERGUNTA AOS QUE ANTES DE TI, LERAM O LIVRO.”

Obs. 01: Na nota de pé-de-página da edição citada (Veja mais informação ao final desta postagem.) e da qual transcrevo em letras maiúsculas os versos, apenas para realçar os ditos atribuídos a Maomé, consta sobre a Sura 10: 94-a: “Aos que, antes de ti, lerem (sic) o Livro: os judeus.”
A sura é uma referência explícita ao Antigo Testamento, como uma suposta revelação de Allah.
Ainda há outras referências (Reverentes, cabe frisar.) do Corão às Escrituras Sagradas dos judeus e dos cristãos (Seja, o Antigo e o Novo Testamento.), das quais, para não precisar sermos exaustivos e redundantes quanto ao tema, convém citar mais apenas duas:

- Sura 2. 136: “DIZEI: ‘CREMOS EM ALLAH E NO QUE FOI REVELADO PARA NÓS, E NO QUE FORA REVELADO PARA ABRAÃO E ISMAEL E ISAQUE E JACÓ E PARA AS TRIBOS; E NO QUE FORA CONCEDIDO A MOISÉS E A JESUS, E NO QUE FORA CONCEDIDO AOS PROFETAS, POR SEU SENHOR. NÃO FAZEMOS DISTINÇÃO ENTRE NENHUM DELES. E, PARA ELE, SOMOS MOSLINES.”     

- Sura 16. 43: " NÃO ENVIAMOS, ANTES DE TI, SENÃO HOMENS, AOS QUAIS FIZEMOS REVELAÇÕES. _ ENTÃO, INTERROGAI OS SÁBIOS DA MENSAGEM, SE NÃO SABEIS"

Obs. 02:  Na nota de pé-de-página, o tradutor diz: “Os Sábios da Mensagem: os judeus, aos quais fora enviada a Tora ; e os cristãos, que receberam o Evangelho.”.  E tais palavras e termo referente aos judeus e aos cristãos são atribuídos a Allah, embora se conserve no texto o pronome (Nós) na terceira pessoa do plural.
Minhas transcrições das suras foram feitas de a “Tradução do sentido do NOBRE ALCORÃO PARA A LÍNGUA PORTUGUESA”, realizada pelo Dr. Helmi NASR, com a colaboração da Liga Islâmica Mundial e impressa na Arábia Saudita, às expensas do Rei Fahd,  no ano 1426 da Hégira, segundo a referida publicação.


Na próxima postagem, começaremos a responder as perguntas de Amyr Aly Julaya, no prazo máximo de uma semana.  













































































sexta-feira, 4 de outubro de 2013

2-CAP. 09 "C'ristandade, Moda...": CULTURA CONTAMINADA A PARTIR DO OLHAR CONCUPISCENTE (Ou: Quando A Nudez de Bate-Seba Desperta O Pior em Davi).



Leitura: II Samuel 12; Apocalipse 2: 12-16 e 20-25.

8.1. Costuma acontecer. E, quando ocorre, parece que a fé perde o seu chão e intimamente nos perguntamos  Por quê? Ou: Onde Deus estava?
Eu era adolescente, neófito nas coisas do Senhor e, conseqüentemente, triunfalista. E fiquei chocado com o fato de uma jovem ter sido violentada, quando voltava de um culto. Há alguns anos atrás, na minha cidade aconteceu algo tão terrível com a filha ainda bem menina de um casal cristão, que o acontecimento ganhou repercussão nacional e internacional. Até veio a se tornar num referencial da luta pela categorização e punição dos crimes hediondos em nosso país, em função da posterior militância político-social da mãe.
Lembro-me ainda, mais recentemente, do testemunho de certo pastor, num dos cultos da igreja onde congrego. Contou-nos de como ele e sua família reagiram, quando tiveram a casa invadida e a filha, na flor de sua juventude, abusada. Veja que não estamos falando de casos ocorridos em países onde a perseguição contra os cristãos é ferrenha. Sabe-se que em tais lugares a polícia não se presta à investigação ou à punição dos culpados. E violência dessa e outra natureza, quando não praticada, é objeto da complacência ou da aprovação dissimulada (Ou até mesmo declarada.) de fundamentalistas religiosos.

8.2. Acontece. E, como não encontramos resposta satisfatória, passamos às seguintes indagações: Que fez tal pessoa ou a família para “merecer”? A sabedoria bíblica nos faz entender que Deus não é injusto para com seus filhos, nem mesmo quando permite, em Sua soberania, que tais coisas aconteçam. Por mais que aos nossos olhos pareça inexplicável.
Em verdade, sou testemunha de que tudo absolutamente tudo, à exceção, evidentemente do pecado, cooperam para bem daqueles que amam a Deus, conforme é taxativa A Palavra. De minha parte, quando sucedeu de eu ter presenciado àquele fato horrível de que faço menção na introdução deste livro, olhando por todos os ângulos, pareceu-me impraticável, na parte que me toca, aplicar-lhe Romanos 8: 28. Hoje, entendo que, se eu não tivesse presenciado o que presenciei, exatamente naquelas circunstâncias, teria por certo recalcitrado.
Talvez eu me enchesse de melindres em (e ao) entregar à igreja do Senhor Jesus a palavra de sabedoria que ora entrego. Pois tenho plena consciência de que é um ensinamento desconcertante para boa parcela da nossa cristandade. Atingida em cheio nos seus conceitos culturais, os quais definem suas opiniões sobre moda feminina, pudor e santidade.
Na verdade, todas as coisas cooperam não apenas para o nosso bem, particularmente falando; mas para o bem do corpo de Cristo por inteiro.  E essa foi a tônica do testemunho dado pelo pastor a que referi, nos contando de como a filha superou o trauma. Ela é hoje uma mulher casada, mãe de filhos, feliz sexualmente com o marido porque, no momento mais traumático de sua existência, encontrou graça sobre graça (João 1: 16-18) para perdoar aos agressores e suplicar ao Senhor Jesus para que nada daquilo viesse a comprometer a sua felicidade futura de esposa e mulher.

8.3.  A despeito do exposto até aqui, como se eu tivesse a presunção de me passar por um advogado de YHWH, sei que as perguntas ainda inquietam; logo, jamais parecerão suficientemente respondidas. Até porque é preciso estar muito perto do Senhor Jesus para reagir como reagiu a filha daquele pastor. Qualquer outra irmã, com uma visão triunfalista da fé, talvez a própria fé abandonasse. Ou, quem sabe, não entraria num terrível e demorado conflito, até conseguir liberar perdão e permitir ao Senhor Jesus sará-la no seu emocional, tão fortemente abalado. E não é para menos. Mas as perguntas permanecem: Por quê? Onde estava Deus, que não mandou Seus anjos, para socorro? Não está escrito que o Anjo do Senhor (Cristo em teofanias, creio.) acampa-se ao redor dos que O temem e os livra?  Ou: Que fez, então, a pessoa e sua família para merecer?
Esquecemo-nos de que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque elas não têm fim e se renovam a cada manhã. E não só disso (Ainda citando o profeta Jeremias.), mas também: “Por que, pois se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um pelos seus próprios pecados (Lamentações 3: 39)” Mas quais? O sangue de Jesus Cristo não os cobriu?

8.4. É certo que o cristão autêntico, na plenitude da graça não vive na prática de faltas graves ou para morte, como assegura João. Mas também é fato que nossa participação apenas subjetiva nos pecados de uma coletividade, ainda que tidos por aceitáveis ou mesmo nem considerados como tal, fortalecem mazelas e a proliferação de abominações no meio em que vivemos (Romanos 1: 16-32). Como bem quer os poderes das trevas, o nosso grau de adesão dá legalidade a espíritos territoriais e dominadores da cultura; além de diminuir-nos a autoridade espiritual. E pode Deus permitir, por disciplina ou provação, que sejamos também vitimados (Apocalipse 2: 12-17).
A cultura brasileira, a exemplo da civilização pré-diluviana, não se tornou sexista e violenta por um caso. Houve todo um processo histórico. Não tendo havido refreio, caminha a passos largos para a sodomização. Agora, se determinadas práticas sociais enraizadas na cultura são por nós, os cristãos, adotadas, então nos colocamos debaixo de legalidade. E somente a misericórdia do Senhor poderá nos livrar de seus efeitos nefastos; e,  não, o triunfalismo duvidoso em nossa fé. Ora, numa sociedade sexista e violenta, na qual o voyerismo e o exibicionismo estão fortemente entrelaçados, alimentando uma moda feminina despudorada, aceitar as coisas como exatamente são (ou estão), é dar muita munição ao Adversário. Pois, se uma mulher que se diz cristã veste-se como uma qualquer e, em função disso, ainda que inconsciente ou involuntariamente,  seduz e defrauda o sexo oposto; com que autoridade espiritual poderá:
1 - Impedir que um jovem em idade hormonal, na sua solidão escusa, não peque com ela, mesmo sem lhe tocar?
2 - Evitar que um marido mau-caráter ou em crise conjugal praticamente se masturbe com a esposa, pensando no modo que, despudorada e/ou sugestivamente, o corpo a dita cristã se lhe exibiu?
3 -  Evitar que não seja alvo de gracejos e/ou de comentários libidinosos?
4 - Que sendo solteira, não atraia homens com as piores das intenções (Provérbios 26: 23-25 RC)?
5 -  Não se torne vítima em  potencial de alguém obcecado pelo seu tipo de beleza exterior, trazendo-lhe sérios constrangimentos?
6 -  Evitar ser mal interpretada em suas intenções e palavras ao lidar com o sexo oposto?
7 - Impedir que sua nudez não agrida a homens que têm a santidade como projeto de vida? No risco de que, ambos dando lugar ao diabo, se lhes aflore uma tresloucada paixão, ao estilo Davi e Bate-Seba.

8.5. O leque das possibilidades levantadas dá-nos conta apenas de atos e fatos corriqueiros. E, alguns, aceitos com vergonhosa normalidade em nossa sociedade, em função do sensualismo tão fortemente arraigado na cultura. E todos nós podemos tão dolorosamente detecta-lo: no palavreado com seus duplos sentidos; nos padrões impostos pela indústria da beleza, com seus cosméticos, dietas e cirurgia plásticas, devido à eterna insatisfação de algumas mulheres com o corpo que Deus lhes deu; no mundo da propaganda e da publicidade como uma praga; nas tramas de toda e qualquer produção literária ou cinematográfica em geral; no lugar comum das telenovelas, pra variar abomináveis; invadiu as redes sociais, onde até uma parcela dos emotions e vídeos veiculados por cristãos utilizam imagens com alguma carga de sensualidade e, portanto, réprobas (Colossenses 3: 5-10).
E se tudo começa no olhar, alimentado pelo despudor, com que autoridade espiritual vociferar contra o que é hediondo?  Pois não estamos, numa certa medida, contribuindo com o que subsiste em sua origem e o alimentando, até que o mesmo ganhe as formas da monstruosidade, tão regularmente noticiadas nesses dias tenebrosos?


II

8.6-a. O olhar concupiscente e a nudez despudorada e/ou sugestiva estão na raiz de iniqüidade de toda perversão cultural. Sem contesta-los e condena-los, não haveria mesmo outra maneira de se bem interpretar e aplicar à nossa vida diária, a despeito das distorções da contemporaneidade, Levítico capítulo dezoito. Assim como toda a pontualidade do ensinamento apostólico sobre o vestuário feminino, além das representações bíblicas da mulher despudorada com relação à natureza humana decaída. Que Ezequiel capítulos 16 e 23, Apocalipse 17 em conformação com as palavras de Paulo e Pedro estejam sempre em nossos corações!
É de se lamentar o fato de ter sido retirada das modernas versões da Bíblia em Português a expressão “Descobrir sua nudez”, no capítulo dezoito do Livro de Levítico. Segundo Donald Stamps, esta é uma expressão que traduz literalmente frase hebraica de igual teor. E não se refere apenas às horrendas perversões praticadas pelo povo cananita: abrange tudo o que se refere a práticas sexuais impuras e ilícitas; mesmo aquelas tão-somente aproximadas do ato sexual consumado. De onde se pode inferir: qualquer tipo de voyerismo,  masturbação;  sedução;  exibicionismo; carícias e demais liberdades peculiares ao indefectível e pós-modernoso  Ficar, dentre outras.
Voltando ao comentário de Stamps, ele é apostolicamente contundente: “Qualquer tipo de prática sexual que resulta em descobrir, expor, ou ver a nudez de alguém que não seja seu legítimo cônjuge, viola a fronteira da pureza e comete pecado grave diante de Deus.”  E há na (sua) Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD, fonte da citação acima, interessante estudo, intitulado Padrões de Moralidade Sexual.     

8.6-b. Em resposta aos questionamentos feitos nos primeiros parágrafos deste arrazoado, cabe esclarecer:
I - Jovens da pureza pessoal e estatura espiritual de um Daniel e seus três companheiros, assim como o profeta Ezequiel, e quem sabe quanto outros, também sofreram o exílio babilônico. Nem todos com a condição, digamos  privilegiada, dos primeiros; muito antes pelo contrário. Ezequiel que o diga (Ezequiel 4: 9-17)!
II -  Ester apenas se livrou de ser usada por uma só noite, e depois ser relegada à viuvez forçada, por causa da misericórdia sem fim do Senhor e de Seus propósitos divinos na vida dela a favor de Israel (Ester 2: 12-14 e 17-15).
III - Os sete mil que não se curvaram a Baal no tempo de Elias e de Eliseu padeceram a mesma fome que a nação iníqua, inclusive a família dos profetas que se encavernaram. (I Reis 18: 8-14 e 19: 14 e II Reis 4: 1-7).
 IV - O maior evangelista pessoal do Antigo Testamento é uma menina judia. Adolescente ou, talvez, pré-adolescente; mas uma menina de fé. Por causa dos pecados do seu povo, quem sabe até de seus próprios pais, foi levada cativa pelo comandante do exército da Síria. Ela o conduziu a cura, porque era leproso, e à fé verdadeira no único Deus (II Reis 5). Mas poderia ter sido apenas sistematicamente usada sexualmente por aquele mesmo homem. Assim com grande parcela das mulheres negras, no regime da escravidão nos países ditos cristãos das Américas, pois era o costume naqueles abjetos sistemas. A legalidade dada por Israel teria deixado a menina israelita (E, sabe-se lá, a quantas outras sem a mesma sorte da nossa pequena heroína da fé!) na condição de tamanha desgraça; seja, de mucama.
V - Quando os babilônicos destruíram Jerusalém, mulheres grávidas foram desventradas a golpes de lanças e espadas; meninas, jovens e adolescentes violentadas; e nenês indefesos, arrancados de seus pais, pegos pelas pernas e arremessados contra as paredes. Tal, dentre tantos outros horrores, é a razão de ser da forte imprecação expressa nos três últimos versos do Salmo 137 e do choro dilacerado no Livro das Lamentações. Será que todos, sem exceção eram culpados? E o que dizer das crianças e dos nenês de colo?
 VI - Em todo trono de Satanás, onde Jezabel, poderosíssima, habita qualquer Antipas tenderá a ser sistematicamente antipatizado ou martirizado (Apocalipse 2: 12-13). Até mesmo no meio do povo de Deus. Na igreja local do Novo Testamento onde aquela, a exemplo do Israel antigo, foi elevada à condição de forte influência e, possivelmente, liderança, houve quem a resistisse (Apocalipse 2: 21-25). Mas parece que não eram muitos. Tudo em função de uma cultura dominante, à qual havia também a adesão da igreja; e justamente por isso que em Tiatira o digamos “ministério” da potestade ganha vulto. Repetia-se o passado, a despeito do desejo de santidade alguns crentes. Que seria daquela comunidade  sem a resistência deles? Uma igreja perdida, com os seus vencidos, numa escala crescente, por Satanás, pelo mundo e pela carne (II Tessalonicenses 2: 7-12 e Gálatas 5: 16-19).
VII -  Em Mateus 27: 24-26 estamos diante do mais triste legado que se pôde (em toda a história da humanidade) pais terem-no deixado aos seus filhos e às futuras gerações. O que veio depois e o que ainda há de vir, em decorrência do fato, são as tragédias mais dolorosas da história judaica. (Até que, por fim, venha o também previsto arrependimento e o reconhecimento do Messias, o qual esteve entre nós, mas voltará, só que nas circunstâncias em que fala o profeta Zacarias (12: 9-10). Daí que muitos judeus foram trucidados no Cerco de Jerusalém nos Ano 70 d.C. pelo general romano Tito; e milhões exterminados no Holocausto (II Guerra Mundial). A despeito de nem todos eles, certamente, concordarem com a ação nefasta de seus pais e ancestrais, décadas e milênios atrás. Pior que a rejeição ao Cristo, Filho de Deus Vivo, é o acontecido vir como que se perpetuando, através da atitude das gerações posteriores, num crescente de culpa transferida de país para filhos, a despeito de todas as promessas feitas a Abraão (Êxodo 20: 5-b).  

8.6-c. Até por ser emblemático; e se poder tomar como outra parábola da pós-modernidade vida cristã; convém abrirmos um parêntese para análise do caso do justo e intimamente atormentado Ló (II Pedro 2: 4-10). Pertence a Antiguidade bíblica. Afligia-se ele pelos pecados de Sodoma e Gomorra; mas, num momento extremo, demonstra ter-se tornado refém do modo de ver as coisas, próprio do lugar onde vivia e materialmente prosperou: aquele trono por excelência de Satanás, que era Sodoma. Ló não pestanejou em querer entregar as próprias filhas virgens para serem abusadas pelos homens da cidade. Pensava, com isso, livrar os anjos de Deus da perversão sexual de seus concidadãos. Na sua incredulidade e falta de discernimento espiritual, achava que poderia livrar aos que foram enviados para salvá-lo (Gênesis 19). As filhas de Ló, também reféns da cultura, em vez de confiarem em Deus noutra situação tida por extrema, embriagaram-no e cometeram incesto com o pai.
Como vimos, em alguns dos exemplos numerados no parágrafo anterior, temos a situação de pessoas que, mesmo sendo totalmente inculpáveis pessoalmente, acabaram sofrendo as consequências do pecado da sua geração e das gerações anteriores. E no caso Ló, vemos uma família que se tornou refém do meio social em que vivia, porque em relação ao mesmo não se radicalizou.
Infelizmente, boa parcela da igreja brasileira, em função dos seus discursos e conceitos sobre santidade, pudor e liberdade cristã, além da adesão ao lado podre da cultura ocidental, estaria mais para Ló e suas filhas tresloucadas do que para Daniel e seus três amigos.  A sodomização da cultura ocidental, nestes fins de tempos, se me afigura uma fornalha contemporânea. E sei que qualquer crente ou liderança autenticamente cristã que não venha a incensar esse espectro globalizado de nova ditadura cultural, as das minorias, tenderá a ser jogado nalguma cova de leões. Sairíamos ilesos?

8.7. Que todo esse arrazoado possa realmente servir para uma profunda reflexão sobre o baixo nível da espiritualidade de nossa nação; da qual, num estúpido contra-senso, alguém diz ser (e majoritariamente) cristã. A civilização brasileira, desde o descobrimento, sempre foi contaminada pelo olhar (Dito cristão, mas...) concupiscente. E o pior: parcela dos evangélicos nos dias atuais dessa cultura tem se tornado refém. Algumas de nossas irmãs acham normal comportar-se como um de seus modelos e manequins, quando se trata de moda. E não é nenhuma novidade a falta de discernimento do lixo espiritual em forma de usos e costumes, além de não faltar teologias em linha de colisão com o ensinamento apostólico, na acepção do Novo Testamento. Deveríamos ser o sal que impede a corrosão social e não, indiscriminada ou gradualmente, aderir ao que deveríamos determinada e terminantemente rechaçar. Digo-o mais em nível de uma vivência em comunidade, fechada com os valores divinos (Atos 5: 12-13). E menos, em termos de desastrados embates políticos, bate-bocas e demais coisas do gênero baixo-nível e política partidária de caráter muito duvidoso. E se no mais das vezes o pior não nos acontece, em nível pessoal ou familiar, a exemplo dos relatos desconcertantes do primeiro parágrafo deste texto, não creio que seja tanto pelo triunfalismo duvidoso em nossa fé; mas pelas misericórdias de Deus. Nem sempre a nossa pureza pessoal ou a de nossos antepassados, por cujas iniquidades, quem sabe, não nos penitenciamos e com as mesmas, no mundo espiritual, ainda não rompemos, da legalidade estiveram isentas (Êxodo 20: 5-6). 

8.8. Quando eu estava preparando a redação final deste capítulo, a cristandade de minha cidade se viu estarrecida com um fato, estampado como a manchete de capa do principal tablóide. Nada menos que um crime passional, ocorrido no interior de um templo, durante o culto.
Certo indivíduo, de quarenta anos, nome bíblico, possivelmente nascido num lar cristão, além de na reportagem identificado como alguém de alguma forma inserido numa outra comunidade evangélica, assassinou covardemente a tiros uma jovem. E ela, momentos antes, juntamente com seu irmão adolescente, estivera no altar: participava do louvor!
A moça tinha apenas 17 anos e era estudante de Direito. Segundo a reportagem em pauta, desde os quinze, envolvera-se com o seu futuro assassino, o qual a conhecera ainda criança. Por causa de tal envolvimento amoroso, a esposa separou-se dele. Após o assassinato, este ainda deslocou-se para outro bairro, na tentativa de matar o atual companheiro da ex-esposa, para, depois, suicidar-se. Foi, porém, contido, após ferir o seu ex-cunhado. A ex-mulher e seu atual companheiro não estavam em casa.
A tragédia poderia ter sido maior. Mas contém todos os elementos da miséria espiritual que se abate sobre a nação, em conseqüência de sua cultura crescentemente contaminada, a partir do olhar concupiscente e da nudez sugestiva e/ou despudorada. Sexualidade precoce; sedução e perversão de menor; filhos fora do controle da disciplina dos pais, quando não em atitude de público e frontal desrespeito para com os mesmos; destruição de lares e desagregação da família, com posterior envolvimento amoroso de seus membros fora dos padrões bíblicos, em função do adultério; desgraça pessoal e tragédia familiar; violência contra a mulher; vitimização de inocentes; crimes cometidos por pessoas incapazes de refrearem seus instintos assassinos ou da demonstração de qualquer remorso; e, por fim, II Timóteo 3: 1-5 em conformação com Apocalipse 22: 11. Inesperado é o fato de uma tragédia desse porte ter ocorrido no ambiente de culto, envolvendo membro atuante numa comunidade e outro pelo menos com circulação no ambiente cristão. Junte-se a tudo isso ao fato das denominações às quais estavam eles inseridos serem reconhecidas pelo rigor de seus padrões morais, usos e costumes.
De fato, os envolvidos deram, e por bastante tempo, muito lugar ao diabo em suas vidas (Efésios 4: 25-27). A moça, foi primeiramente seduzida; e, depois, torna-se parte atuante num triângulo amoroso, envolvendo-se precoce e tresloucadamente com seu futuro algoz. O que vem depois, veio em decorrência da desobediência a Levítico 18 e ao ensinamento apostólico, nas suas lições mais elementares.
Este caso, assim como o fato de que faço relato na introdução deste Cristandade, Moda Feminina & O Xis da Questão, tende também a servir, senão como uma parábola, pelo menos como dolorosa lição para a cristandade contemporânea. Além de permitir o seguinte paralelo: se a nudez Bate-Seba foi capaz trazer à tona em pior de Davi, um homem segundo o coração de Deus, o que o despudor e a sugestividade não pode instigar no ímpio deste final dos tempos? E num desviado, com trânsito desimpedido (Ou, quem sabe, alguns até em posição de honra.) na casa de Deus (Romanos 16: 17-18)?



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