sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
CAP. 10 - Cristandade, Moda Feminina & O Xis da Questão: DE TOMARA-QUE-CAIA, BIQUÍNI & OUTROS PECADOS CULTU(R)AIS.
Leitura: II Tessalonicenses 2; Mateus 24; e II Timóteo 3..
Qualquer tipo de prática
sexual que resulta em descobrir, expor, ou ver a nudez de alguém que não seja
seu legítimo cônjuge, viola as fronteiras da pureza e comete pecado grave diante
de Deus.
Donald C. Stamps
I - ANTIGAS IMAGENS DAS PRAIAS DO RIO DE JANEIRO
& O INÍCIO DAS DORES DO HOMEM PURO DE OLHOS & LIMPO DE CORAÇÃO.
10.1.
Antigas imagens cinematográficas das praias do Rio de Janeiro dão-nos conta das
banhistas usando um tipo de maiô interessante. Ao mesmo tempo em que não fugia
à atmosfera e ao propósito do lazer, deixava transparecer certo (se não
bíblico, pelo menos mais aceitável) pudor. Isso foi antes da criação do biquíni
e da mini-saia. Já o modelito entre nós vulgarizado como tomara-que-caia, creio
ter sido introduzido na moda feminina bem antes; mas era acompanhado de um
bolero ou de um xale.
10.2. O antigo maiô, hoje totalmente fora do comum,
mantinha os moldes dos atuais; porém, cobria dois terços mais ou menos das coxas
das que o usavam. A despeito disso, acredito que houve, à época, forte
resistência por parte de boa parcela da cristandade àquele, assim digamos, em
comparação com os tenebrosos dias de hoje, recatado traje de banho.
Tal
resistência deve ter inviabilizado o acesso de muitos cristãos ao lazer. E por
certo gerado, em alguns, o descontentamento. Enquanto que nos restante da
sociedade, muita perplexidade, de como se não fôramos desse mundo. E na verdade
não somos (I João 4: 5-6).
Já desde
àquela época, foi se tornando cada vez mais difícil a conciliação dos
princípios bíblicos de modéstia e pudor com os usos e costumes das novas
gerações. E isso foi se intensificando gradualmente, gerando como que um
impasse. Desde que, evidentemente, queira a mulher (mesmo não sendo piedosa) observar
em seus atos e gestos virtude.
10.3. De
meados do Século XX para cá, a moda veio desnudando a mulher ocidental.
Sistematicamente. E cada lançamento seu quase sempre exigiu duas apenas atitudes: não-aceitação ou
a adesão, ainda que compulsória. E analisar historicamente, no Brasil dessas
últimas décadas, a reação de parcela da cristandade a estratégia satânica (através
da modalidade) para o encaminhamento deste fim do mundo que estamos a assistir
é um tanto quanto desconfortável. Gradual, mas, fortíssima adesão; e muito
pouca resposta dentro dos padrões bíblicos do pudor e da sobriedade. Óbvio
que moda ou grife cristã apenas na etiqueta não conta. Ainda que rotulada e acompanhada de toda a publicidade, caracterizando-a como tal. Já que pelas Sagradas Escrituras, o pudor é o seu parâmetro.
10.4.
A nudez vulgarizou-se na cultura ocidental. E alimenta, diariamente e a todo
instante, tanto a concupiscência masculina e quanto a vaidade feminina, hoje
exacerbada. Tornou-se natural o despudor; inquestionável até. Assim como a
prostituição; o adultério; o divórcio por razões não bíblicas ou por motivos
fúteis; filhos gerados de relação extraconjugal; a iniciação sexual em idade
cada vez mais precoce; o culto aos deuses da beleza do corpo e da sexualidade
(humanos ou não); e, por fim, todo tipo relação ou união sexual definidos na
Palavra de Deus como abomináveis.
Hoje
em dia, a traição aos princípios bíblicos do pudor, da pureza e da fidelidade
conjugal adquiriu inúmeras variantes e facilidades. E apenas não se tornaram (consciente
ou inconscientemente) voyers compulsivos os que renovam, dia após dia, o
concerto feito com os seus olhos, a semelhança de Jó. Até porque não falta a exibição
(despudorada e/ou sugestiva) de quem deveria apenas para o cônjuge se guardar.
Portanto, não precisa ser muito perspicaz para compreender a relação inequívoca
entre uma moda feminina indecente e o resto de coisas iníquas em crescimento
vertiginoso na cultura (II Tessalonicenses 2: 7-12, Mateus 24: 12).
Aprendemos
com a Bíblia o quanto a nudez de Bate-Seba despertou o pior até em Davi, um
homem segundo o coração de Deus, conforme A Palavra. E o que ela não estaria gerando
ao nível do inconsciente, do subconsciente e do próprio consciente (coletivo)
nos homens impuros ou pervertidos por (decaída) natureza desses últimos tempos
(I Timóteo 3)? As estatísticas que tratam dos números da precocidade sexual, das
traições conjugal e das perversões sexuais nas suas variáveis estão diante dos
nossos olhos para comprovar.
II – DA ADESÃO, DA NÃO-RESPOSTA
& DAS RESPOSTAS DESPROPOSITADAS AOS PECADOS DE UMA CULTURA PERMISSIVA.
10.5. Muitos
usos e costumes são, em verdade, pecados culturais perpetuados por e através
das gerações (Gênesis 15: 12-16). Alimentam toda a dinâmica social. E, em não
havendo posicionamento consistente e persistente por parte de quem deveria em
relação aos mesmos, terminam por enredar nossas comunidades por inteiro em sua
malha de sedução. Foi o que aconteceu com Israel à época dos juízes (Juízes 2:
1-3).
Na
moderna e pós-moderna cultura ocidental a coisa sempre se processou da seguinte
forma, no que diz respeito à cristandade evangélica: primeiro, a resposta fraca
(ou nenhuma); quando não, a resposta despropositada. Depois, a adesão,
geralmente gradual. Para, finalmente, chegar-se a um estado de coisa
incorrigível-irrefreável, a menos que alguém em relação ao mesmo queira
radicalizar-se. Ou quem sabe o Senhor envie o tão esperado avivamento
espiritual que varra toda a nação. Pois é natural que as gerações que vão surgindo,
após a consolidação de determinados usos e costumes, cresçam achando tudo muito
normal. Não se dão conta da dimensão do estrago que está sendo causado,
principalmente no mundo espiritual, com a multiplicação da iniqüidade em
proposição.
10.6.
A resposta despropositada é caracterizada pelo radicalismo obtuso. E fácil de,
com o tempo ou já de imediato, perder o sentido, exatamente por cair no
ridículo. Ela obriga uma tomada de posições contra ou a favor, sem que o bom
senso (sobriedade) funcione como o elemento moderador.
Lembro-me
de que na década de 70 algumas igrejas pentecostais proibiam às irmãs o uso da
calça comprida, baseando-se em uma passagem do Pentateuco e alegando ser aquele
modelo de vestuário traje masculino. Outras foram mais fundo no quesito usos e
costumes elevados à condição de doutrina fundamental. E recusando-se por
completo considerá-los em alguns de seus aspectos eventualmente positivos,
impediam às irmãs o simples corte do cabelo e até a depilação. Assim como havia
a exigência policiada, por parte de igrejas mais radicais ainda, quanto ao uso
de blusas com as mangas chegando até o pulso e saias exatamente da canela para
baixo. É mais coisas houve do gênero que não é caso aqui mencionar.
Foi em
função de tais exageros que se propagou em nossa sociedade o conceito ou pré-conceito
de que todo crente se veste com mau gosto. Bem... e com certa razão. Esqueceu-se,
pois, boa parcela da denodada liderança da época de que na antiguidade bíblica
a vestimenta de homens e mulheres era, na sua forma de confecção, uma espécie
de vestido. E que os soldados romanos, assim como os gregos, usavam saiotes.
Houve,
principalmente porte da liderança pentecostal, a necessária e apostólica ênfase
à necessidade do pudor; mas, também, faltou por décadas inteiras o exercício da
sobriedade.
10.7. O
tempo passou e a nossa principal denominação pentecostal teve que se capitular:
hoje ela permite às suas crentes o uso da calça comprida e da maquilagem. Já as
denominações que ainda insistem naquela e outras proibições, terminaram por
fazer de seus fiéis um tipo, assim digamos, de espécie em extinção.
Todavia,
a resposta despropositada, por mais infeliz que seja, está em melhor conta do que
a fraca (ou a nenhuma), em termos da espiritualidade. Primeiro porque há neste
último procedimento uma aceitação subjetiva, que depois se realiza como prática
indiscriminada. É o que estamos a assistir em boa parcela da cristandade
ocidental. Ora, quando o Xis da questão envolve o pudor no sentido apostólico
do termo, abrir mão do mesmo é loucura; seja, ausência completa de sobriedade.
Além do
mais, tal como diria o Senhor: se sua vestimenta te faz (e a outros) tropeçar,
jogue-a no lixo e vista-se do que presta. É melhor entrares no céu, se for o
caso, mal-vestida do que, despudorada, ires e possivelmente levar (De Davis em
momento de falta de vigilância a homens libidinosos.) muitos ao risco do
inferno.
No
passado foi criado o conceito ou pré-conceito quanto ao mau gosto da mulher
cristã no que diz respeito ao vestuário. Mas não seria pior se vulgaridade vir
a tornar a sua marca, em função do pouco respeito para com o próprio corpo e principalmente
com o sexo oposto? E vale lembrar: o
culto que todos nós (homens e mulheres) prestamos a Deus, oferecendo-Lhe os nossos
corpos, em sacrifício vivo, santo e agradável, é contínuo. Logo, NÃO fica
restrito ao ambiente de adoração, como é às vezes sutilmente sugerido; afinal,
somos o Seu templo (Romanos 12: 1-2).
III – ALGUNS FATOS & O SEU PESO
AVASSALADOR DE INIQUIDADE NA FORMATAÇÃO DO ATUAL CENÁRIO DESSE FIM DOS TEMPOS.
10.8. Certos
trajes, queira ou não a minha eventual leitora (ou leitor), dependendo da
circunstância ou do ambiente em que são utilizados, ultrajam inequivocamente o
conceito bíblico de pudor. São, em verdade, um atentado contra qualquer
propósito de pureza e fidelidade conjugal. Além de, evidentemente, alimentar a
lascívia dos compulsivamente impuros, ainda que desavisados. Tanto é assim, que
não é sem razão, nas poses sensuais das capas de revistas e tabloides, aqueles
itens do vestuário feminino ser tão obrigatórios.
Logo,
é pela ótica do ultraje e atentado à pureza que a santidade requer de um
cidadão dos céus, que eu gostaria fosse lido este capítulo, mais especialmente essa
terceira e a última parte (Salmo 24: 3-4).
Abri
este Cristandade, Moda Feminina & O
Xis da Questão com uma epígrafe, composta de três singelos versos, os quais
me deu o Senhor, quando buscava um slogan
para a divulgação. São os mesmo a síntese mais espremida possível da palavra de
sabedoria que ouso entregar à igreja de Deus e a quem mais interessar-se possa.
Mesmo consciente da possibilidade de desagradar de noventa a noventa e nove da
cristandade (Ezequiel 3: 11 e Gálatas 1: 10) da minha nação.
Deus não
ficará alheio
à
mulher que O reconhece,
diante
de seu espelho.
Mas
caberia ou, melhor, eles ficam mais completos na seguinte variante:
Deus não
ficará alheio
à
mulher que O reconhece,
diante
do Seu espelho.
Pois é
na Palavra Dele, mas sem subterfúgios, que a mulher cristã da pós-modernidade
deveria buscar os parâmetros do bem vestir-se. De forma a não trair os
princípios da santificação, caso queira ver e mostrar Deus ao mundo, através
desse ato tão ordinário da vida (I Tessalonicenses 4: 3-8 e Hebreus 12: 14-a),
mas que pode vir a se tornar extraordinariamente revelador de um caráter (I
Pedro 3: 3-4).
10.9. Na
definição da boa, perfeita e agradável
vontade de Deus quanto ao assunto, é preciso o devido cuidado para com os modernos
conceitos sobre moda feminina. Ainda que tenham larga circulação entre os
próprios crentes, nos dia de hoje. Grande parte deles foi concebida a partir do
lamentável fato de a nudez ter tomado a linha de frente dos usos e costumes da
cultura ocidental. E surgiram como justificativa à rejeição da moral cristã e
aos princípios bíblicos de regras de vida e fé, tendo por cenário as mais
variadas situações; e muitas delas nada lisonjeiras para a cristandade da época. Mas isso já seria assunto
para um outro escrito.
Se bem
pensarmos, a (também pra lá de infeliz) divisa Sexo, Droga e Rock and Roll teve outro peso avassalador na multiplicação
da iniquidade desses fins de tempos. Igual talvez ou até maior que o das
ditaduras, quer de direita ou de esquerda, quando estas ideologias realmente
existiam. E todos estes, ainda fazendo um oportuno paralelo, equivalendo-se ao terrorismo
do indefectível pós-moderno fundamentalismo religioso.
Temos,
hoje, um Oriente violento e apologeticamente desrespeitoso para com os Direitos
Humanos e a liberdade de culto e de opinião. E um Ocidente em completa degeneração
moral e, muito em função também disso, violento: à semelhança da geração
diluviana. Com o agravante, no caso do Ocidente, de uma nova forma de ditadura
comportamental que já se afigura, a ditadura das minorias. Que não nos traga pior horror. Sabemos que toda ditadura tende
a calcar-se no revanchismo. E, historicamente, a atitude da cristandade nominal
para com essas mesmas minorias foi tudo: menos cristã.
10.10. Inconteste divisor de águas, porém, e força
motriz da aceleração para esse estado de permissividade hoje visto foi a nudez
feminina. Alimenta todos os dias e por vinte quatro horas o olhar concupiscente.
Tendo, aliás, se transformado quase que na razão de ser das poderosas indústrias da beleza
e da publicidade, entre outras.
Aonde
isso vai e onde irá chegar já o sabemos (Apocalipse 17). Só não podemos ser
participantes, em nível pessoal ou de comunidade, dos pecados da nossa própria
geração e das gerações anteriores. E muito menos de qualquer pós-moderna coletividade
anti-religiosa, não-religiosa ou religiosa (Romanos 1). Com o risco de perdemos
a autoridade espiritual, até para suplicarmos por um avivamento (Romanos 2):
única consistente esperança (II Crônicas 7: 14) de vida e refreio, pelo menos
em nossa nação, ao mistério da iniquidade previsto por Paulo (II
Tessalonicenses 2: 7-12). Operante desde o tempo do apóstolo, tal mistério e/ou
“ministério” vai deixando de ser mistério, para tornar-se revelação do nível
insuportável de apostasia que antecede a vinda do Senhor. É, dentre tantos outros
(Mateus 24:9), mais um inequívoco sinal.
10.11.
É bem possível que a geração atual (E mesmo o cristão, nascido no pós-liberação
feminina, pílula anticoncepcional, Woodstock, movimento estudantil na França e
a morte das utopias ideológicas, dentre outros fatos históricos.) não se dê
conta das implicações do que estou dizendo. Talvez ainda nos falte a real
percepção do que seja o curso deste mundo, segundo e seguindo o príncipe das
potestades do ar e o espírito que agora, nesse tempo presente, atua nos filhos
da desobediência (Efésios 2: 1-3). Adviriam disso os conceitos evasivos sobre a
santidade na cristandade pós-moderna, assim como a proliferação de comunidades
inteiras torcendo o nariz à condenação veemente que Bíblia faz de certas antigas
práticas cananitas (Levítico 18: 24-28). No atual cenário de multiplicação da pecaminosidade, elas ganham força, sendo festejadas em alguns setores formadores de opinião. Mas é natural que o homem deste fim de tempos não se dê conta das implicações, em função de sua condição decaída e de inimizade contra Deus.
Deus é
amor; mas, por causa do Seu próprio caráter, visita a iniquidade dos pais nos
filhos (Êxodo 20: 3-6), exercendo justo juízo contra a pecaminosidade acumulada através
das gerações (Êxodo 20: 3-6). O povo judeu que o diga.
Seria muito triste, ao contrário do avivamento, deixarmos um peso de iniquidade ainda maior do que recebemos às futuras gerações. Temo, porém, que tendo a cristandade ocidental aderido tão fácil e fortemente à sociedade do consumo e à cultura do espetáculo, esses outros dois avassaladores pesos de iniquidade do fim dos tempos, se torne a coisa incontornável. Os dias são maus. E uma certa religiosidade ou “espiritualidade” refratária à verdadeira adoração impera; assim como, em boa parcela da cristandade, um "evangelho" que vai se tornando, dia após dia, inimigo da cruz de Cristo (I João 4: 4-5 e Filipenses 3: 17-21).
Seria muito triste, ao contrário do avivamento, deixarmos um peso de iniquidade ainda maior do que recebemos às futuras gerações. Temo, porém, que tendo a cristandade ocidental aderido tão fácil e fortemente à sociedade do consumo e à cultura do espetáculo, esses outros dois avassaladores pesos de iniquidade do fim dos tempos, se torne a coisa incontornável. Os dias são maus. E uma certa religiosidade ou “espiritualidade” refratária à verdadeira adoração impera; assim como, em boa parcela da cristandade, um "evangelho" que vai se tornando, dia após dia, inimigo da cruz de Cristo (I João 4: 4-5 e Filipenses 3: 17-21).
IV – DURO É ESTE DISCURSO. QUEM
PODERIA, ENTÃO, CONSIDERÁ-LO?
10.12-a.
Á luz de tudo que foi exposto, cabe, então, uma breve análise de algumas peças
do vestuário feminino, mais a título de exemplo e compreensão plena das implicações
do seu uso indiscriminado. Consolidaram-se nesses nossos tempos trabalhosos,
tornando-se emblemáticos da (e na) cultura ocidental contemporânea.
A
análise a que me proponho tende a ser desconcertante, penso; mas nos ajudaria
ver o assunto em pauta com a acuidade devida. Antes, porém, farei sete
perguntas. Não se trata de mais uma Saia
Justa, como se observou ao final de cada capítulo da primeira parte desta
obra. Faço-as porque creio que a resposta honesta nos seria também útil à
unidade de pensamento e postura, perante o que está em pauta. Nosso tema, ao
que me parece, em função do forte grau de adesão da cristandade à sociedade do
consumo e à cultura do espetáculo, tende a transmutar-se num melindre para muita
gente.
I – Se a biologicamente a mulher sente mais frio
do que o homem, qual a lógica, senão perversa, por detrás de uma moda que (na
cultura ocidental) pura e simplesmente a desnuda em relação a eles?
II - E
não é vexatório as orientais, principalmente a mulher islâmica; e as freiras,
missionárias e voluntárias das pastorais católicas; e até as apresentadoras de
telejornais das mais abomináveis redes de TV se apresentarem no maior das vezes
demonstrando mais pudor em suas vestimentas do que boa parcela de nossas irmãs?
(E, entre as mesmas, algumas adoradoras
e pastoras. Nos púlpitos.)
III - A nudez da mulher ocidental não se transformou
em um ato de agressão a qualquer homem que tenha a pureza, a santificação ou a fidelidade
conjugal como projeto de vida?
IV - E a adesão de algumas cristãs evangélicas a esse
estado de coisa irreversível-irrefreável? Não traria sérias consequências no
mundo espiritual?
V - Quais as chances de Jó, em seu tempo e na
cultura oriental pré-abrâmica,
deparar-se diária e sistematicamente com pernas à mostra, assim como,
ombros, dorsos e umbigos femininos, e os tais indefectíveis “cofrinhos”; além
de decotes absurdos que, quando não deixam à mostra glândulas mamárias quase
por inteiro, operam o efeito de forte sugestão quanto ao seios da mulher
despudorada?
VI
- Ou de a rudimentar indústria têxtil da
antiguidade fabricar tecidos escandalosamente transparentes?
VII
- Ou de o conceito de moda feminina (à
época vigente) exigir fossem as vestes grudadas ao corpo, no sentido de chamar
excessiva atenção para as formas uma mulher, além de deixar delineadas, de
maneira tão apelativa, as suas roupas íntimas? (Há o caso, nos dias de hoje, de
moletons até calças compridas deixarem tão em evidência as genitálias, quanto deixam
as blusas à formatura dos seios; observando-se, evidentemente, os níveis de
proporcionalidade.)
Respostas
às três perguntas envolvendo Jó: ab-so-lu-ta-men-te nenhuma! Porém, a despeito
de tudo isso, aquele homem, considerado entre os três mais justos e piedosos do
Antigo Testamento, teve que fazer um concerto com os seus olhos (31:
1-4 BV).
10.12-b.
O modelito vulgarizado em nosso país como tomara-que-caia parece ter-se
transformado no xodó de nove em dez nubentes. Mas, na construção de um lar
cristão, com seu leito sem mácula (Hebreus 13: 4), não seria razoável uma noiva
cuja vestimenta desperte concupiscências (I Tessalonicenses 4: 3-7). É fato que,
no ambiente de culto, ou outro qualquer em que as pessoas ficam enfileiradas, os
ombros a descoberto de uma mulher, quando dela nada mais se vê, tornam-se por
demais instigantes à lascívia. Mesmo num homem de Deus, em quem a
concupiscência deve estar crucificada em Cristo, assim como a velha natureza; assim
como no impuro, com os seus olhos cheios de adultério. É que tal fato tende a instigar
a imaginação (quer em função da impureza pessoal, quer pela tentação satânica) em
como seria a condição daquela pessoa em um nu total.
Sei
que os verdadeiros discípulos de Cristo de pronto os repreende (tentação e imaginação.),
tendo-se em vista as palavras do Senhor (Mateus 5: 27-30). Mas quem garante que o ímpio ou que
um apóstata infiltrado (II Pedro 2: 12-16) em tal visão não simplesmente “viaje”?
E estando
a maldição já no nome dado a um vestuário, fato ter sido o mesmo transformado na
cultura em símbolo ou ícone de rebelião, seria mesmo preciso dizer mais alguma
coisa?
10.12-c.
Já o biquíni, faz a mais perfeita combinação entre o despudor e a
sugestividade: descobre o que deveria cobrir e o que veste, o faz com forte carga de sugestão. Tanto que, no Brasil, a
peça “evoluiu”, em sua condição de impudicícia, para o denominado fio-dental: a
degeneração mais aproximada do topless. Bem sabemos que ideal de Satanás em
quaisquer culturas é torná-la completamente permissiva. E desse modo,
contrariar total e frontalmente o que preconiza Levítico capítulo dezoito e a
pontualidade do ensino apostólico. A nudez como um banquete pro olhar, abre o
caminho para todo o resto.
Além
das referidas peças, existem ainda outras, como a mini-saia, totalmente
réprobas dentro do conceito cristão de pudor e sobriedade. Mas, no geral, a
questão nem estaria numa vestimenta em si, porém, no modelo ou no tecido
utilizado: curto, justo, transparente, decotado, com aberturas, etc., e sobre tudo:
foi concebido e está utilizado com que intenção? E, mesmo sem a má intenção, há
que se perguntar: o ambiente é realmente adequado?
Pois
de fato, alguém poderia ponderar, até tomando por base a epígrafe deste
capítulo, não haver intencionalidade sexual no uso de algumas peças citadas,
quando de uma atividade de lazer. Porém, o que pode ser simples lazer para uns,
não é para outros. E, às vezes, até serve
de instigação a atos impuros (ou violentos). Muito se guardaria a mulher cristã
não servindo de tropeço para ninguém (Romanos 14: 21).
10.12-d.
Pode também a questão não estar na peça do vestuário, mas nos elementos anatômicos
de determinadas pessoas. Por exemplo: à mulher de cintura fina e nádegas considerável,
qualquer roupa muito justa e dependendo do tecido, tende a aguçar o olhar
concupiscente do homem impuro. Sabemos do fetiche que teria o brasileiro pelo seu
tipo e por essa peculiaridade de sua anatomia. Ora, o conceito mundano de moda prega
a superexposição dos dotes femininos que numa pessoa se destacam, assim como a
potencialização, através de plásticas e implantes e coisas do gênero, do que a anatomia
a algumas não privilegiou. A Bíblia, porém, exige a mulher de Deus como um
jardim fechado; e o acesso a seus dotes, ainda que na perspectiva do olhar, restrito
ao marido (Cantares 4: 12 e 8: 8-9). Por outro lado, se o conceito mundano de
moda quer descobrir a nudez; e, até mesmo ao vestir uma mulher, desnuda-a,
através da sugestividade; o conceito cristão apostólico exige justamente o
contrário. Moda com modéstia e decência. E tal conceito radicaliza-se contra o
despudor em quaisquer de suas variantes.
10.12-e.
A bem da verdade, a questão poderia nem estar no próprio tipo de vestimenta,
seja ele qual for, dependendo das condições do uso. Pois, na intimidade do lar,
com seu esposo, ou num ambiente exclusivamente feminino (Porém, reservado a
mulheres de opção sexual do agrado de Deus, outra exigência desses fins de tempo.)
nenhuma peça de vestuário tenderia a se tornar fator de sedução e/ou
defraudação. Mas cabe ainda lembrar, até mesmo no que diz respeito aos casados:
desde que isentos (vestimenta e seu uso) de fetichismo (I Tessalonicenses 4:
3-7).
Há,
todavia, nos dias hoje, dois riscos altíssimos a ser considerados, quando da
exposição de quem quer que seja: a mídia e sua capacidade incomensurável de
propagação da imagem e o fator cultual (Quer dizer, espiritual,) por detrás dos
usos e costumes arraigados na cultura. Falaremos também disso, mas no próximo
capítulo.
PRÓXIMA POSTAGEM:
A Igreja Brasileira
& O Livro de Juízes: Terrível Similaridade.
(Ou: Cristandade
Pós-moderna em Questão 02).
quarta-feira, 29 de maio de 2013
CAP. 09 - Cristandade, Moda Feminina & 0 Xis da Questão: CULTURA CONTAMINADA A PARTIR DO OLHAR CONCUPISCENTE (Ou: Quando A Nudez de Bate-Seba Desperta O Pior em Davi).
NOTA: versão final e revista ( em relação à publicada 29.05.2013).
Leitura:
II Samuel 12; Apocalipse 2: 12-16 e 20-25.
8.1.
Costuma acontecer. E, quando ocorre, parece que a fé perde o seu chão e
intimamente nos perguntamos Por quê? Ou: Onde Deus estava?
Eu era
adolescente, neófito nas coisas do Senhor e, conseqüentemente, triunfalista. E
fiquei chocado com o fato de uma jovem ter sido violentada, quando voltava de
um culto. Há alguns anos atrás, na minha cidade aconteceu algo tão terrível com
a filha ainda bem menina de um casal cristão, que o acontecimento ganhou
repercussão nacional e internacional. Até veio a se tornar num referencial da
luta pela categorização e punição dos crimes hediondos em nosso país, em função
da posterior militância político-social da mãe.
Lembro-me
ainda, mais recentemente, do testemunho de certo pastor, num dos cultos da
igreja onde congrego. Contou-nos de como ele e sua família reagiram, quando
tiveram a casa invadida e a filha, na flor de sua juventude, abusada. Veja que
não estamos falando de casos ocorridos em países onde a perseguição contra os
cristãos é ferrenha. Sabe-se que em tais lugares a polícia não se presta à
investigação ou à punição dos culpados. E violência dessa e outra natureza,
quando não praticada, é objeto da complacência ou da aprovação dissimulada (Ou
até mesmo declarada.) de fundamentalistas religiosos.
8.2.
Acontece. E, como não encontramos resposta satisfatória, passamos às seguintes
indagações: Que fez tal pessoa ou a
família para “merecer”? A sabedoria bíblica nos faz entender que
Deus não é injusto para com seus filhos, nem mesmo quando permite, em Sua
soberania, que tais coisas aconteçam. Por mais que aos nossos olhos pareça
inexplicável.
Em
verdade, sou testemunha de que tudo absolutamente tudo, à exceção,
evidentemente do pecado, cooperam para bem daqueles que amam a Deus, conforme é
taxativa A Palavra. De minha parte, quando sucedeu de eu ter presenciado àquele
fato horrível de que faço menção na introdução deste livro, olhando por todos
os ângulos, pareceu-me impraticável, na parte que me toca, aplicar-lhe Romanos
8: 28. Hoje, entendo que, se eu não tivesse presenciado o que presenciei,
exatamente naquelas circunstâncias, teria por certo recalcitrado.
Talvez
eu me enchesse de melindres em (e ao) entregar à igreja do Senhor Jesus a
palavra de sabedoria que ora entrego. Pois tenho plena consciência de que é um
ensinamento desconcertante para boa parcela da nossa cristandade. Atingida em
cheio nos seus conceitos culturais, os quais definem suas opiniões sobre moda
feminina, pudor e santidade.
Na
verdade, todas as coisas cooperam não apenas para o nosso bem, particularmente
falando; mas para o bem do corpo de Cristo por inteiro. E essa foi a tônica do testemunho dado pelo
pastor a que referi, nos contando de como a filha superou o trauma. Ela é hoje
uma mulher casada, mãe de filhos, feliz sexualmente com o marido porque, no
momento mais traumático de sua existência, encontrou graça sobre graça (João 1: 16-18) para perdoar aos agressores e
suplicar ao Senhor Jesus para que nada daquilo viesse a comprometer a sua
felicidade futura de esposa e mulher.
8.3. A despeito do exposto até aqui, como se eu
tivesse a presunção de me passar por um advogado de YHWH, sei que as perguntas
ainda inquietam; logo, jamais parecerão suficientemente respondidas. Até porque
é preciso estar muito perto do Senhor Jesus para reagir como reagiu a filha
daquele pastor. Qualquer outra irmã, com uma visão triunfalista da fé, talvez a
própria fé abandonasse. Ou, quem sabe, não entraria num terrível e demorado
conflito, até conseguir liberar perdão e permitir ao Senhor Jesus sará-la no
seu emocional, tão fortemente abalado. E não é para menos. Mas as perguntas
permanecem: Por quê? Onde estava Deus,
que não mandou Seus anjos, para socorro? Não está escrito que o Anjo do Senhor (Cristo em teofanias, creio.)
acampa-se ao redor dos que O temem e os
livra? Ou: Que fez, então, a pessoa e sua família para merecer?
Esquecemo-nos
de que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque
elas não têm fim e se renovam a cada manhã. E não só disso (Ainda citando o
profeta Jeremias.), mas também: “Por que, pois se queixa o homem vivente?
Queixe-se cada um pelos seus próprios pecados (Lamentações 3: 39)” Mas quais? O sangue de Jesus Cristo não os
cobriu todos?
8.4. É
certo que o cristão autêntico, na plenitude da graça não vive na prática de
faltas graves ou para morte, como assegura João. Mas também é fato que nossa
participação apenas subjetiva nos pecados de uma coletividade, ainda que tidos
por aceitáveis ou mesmo nem considerados como tal, fortalecem mazelas e a
proliferação de abominações no meio em que vivemos (Romanos 1: 16-32). Como bem
quer os poderes das trevas, o nosso grau de adesão dá legalidade a espíritos
territoriais e dominadores da cultura; além de diminuir-nos a autoridade
espiritual. E pode Deus permitir, por disciplina ou provação, que sejamos
também vitimados (Apocalipse 2: 12-17).
A
cultura brasileira, a exemplo da civilização pré-diluviana, não se tornou
sexista e violenta por um caso. Houve todo um processo histórico. Não tendo
havido refreio, caminha a passos largos para a sodomização. Agora, se
determinadas práticas sociais enraizadas na cultura são por nós, os cristãos,
adotadas, então nos colocamos debaixo de legalidade. E somente a misericórdia
do Senhor poderá nos livrar de seus efeitos nefastos; e, não, o triunfalismo duvidoso em nossa fé.
Ora, numa sociedade sexista e violenta, na qual o voyerismo e o exibicionismo
estão fortemente entrelaçados, alimentando uma moda feminina despudorada,
aceitar as coisas como exatamente são (ou estão), é dar muita munição ao
Adversário. Pois, se uma mulher que se diz cristã veste-se como uma qualquer e,
em função disso, ainda que inconsciente ou involuntariamente, seduz e defrauda o sexo oposto; com que
autoridade espiritual poderá:
1 -
Impedir que um jovem em idade hormonal, na sua solidão escusa, não peque com
ela, mesmo sem lhe tocar?
2 -
Evitar que um marido mau-caráter ou em crise conjugal praticamente se masturbe
com a esposa, pensando no modo que, despudorada e/ou sugestivamente, o corpo a
dita cristã se lhe exibiu?
3
- Evitar que não seja alvo de gracejos
e/ou de comentários libidinosos?
4 -
Que sendo solteira, não atraia homens com as piores das intenções (Provérbios
26: 23-25 RC)?
5
- Não se torne vítima em potencial de alguém obcecado pelo seu tipo
beleza exterior, trazendo-lhe sérios constrangimentos?
6
- Evitar ser mal interpretada em suas
intenções e palavras ao lidar com o sexo oposto?
7)
Impedir que sua nudez não agrida a homens que têm a santidade como projeto de
vida? No risco de que, ambos dando lugar ao diabo, se lhes aflore uma
tresloucada paixão, ao estilo Davi e Bate-Seba.
8.5. O
leque das possibilidades levantadas dá-nos conta apenas de atos e fatos
corriqueiros. E, alguns, aceitos com vergonhosa normalidade em nossa sociedade,
em função do sensualismo tão fortemente arraigado na cultura. E todos nós
podemos tão dolorosamente detecta-lo: no palavreado com seus duplos sentidos;
nos padrões impostos pela da beleza, com seus cosméticos, dietas e cirurgia
plásticas, devido à eterna insatisfação de algumas mulheres com o corpo que
Deus lhes deu; no mundo da propaganda e da publicidade como uma praga; nas
tramas de toda e qualquer produção literária ou cinematográfica em geral; no
lugar comum das telenovelas, pra variar abomináveis; invadiu as redes sociais,
onde até uma parcela dos emotions e vídeos veiculados por cristãos
utilizam imagens com alguma carga de sensualidade e, portanto, réprobas
(Colossenses 3: 5-10).
E se
tudo começa no olhar, alimentado pelo despudor, com que autoridade espiritual
vociferar contra o que é hediondo? Pois
não estamos, numa certa medida, contribuindo com o que subsiste em sua origem e
o alimentando, até que o mesmo ganhe as formas da monstruosidade, tão
regularmente noticiadas nesses dias tenebrosos?
II
8.6-a.
O olhar concupiscente e a nudez despudorada e/ou sugestiva estão na raiz de
iniqüidade de toda perversão cultural. Sem contesta-los e condena-los, não
haveria mesmo outra maneira de se bem interpretar e aplicar à nossa vida
diária, a despeito das distorções da contemporaneidade, Levítico capítulo
dezoito. Assim como toda a pontualidade do ensinamento apostólico sobre o
vestuário feminino, além das representações bíblicas da mulher despudorada com
relação à natureza humana decaída. Que Ezequiel capítulos 16 e 23, Apocalipse
17 em conformação com as palavras de Paulo e Pedro estejam sempre em nossos
corações!
É de
se lamentar o fato de ter sido retirada das modernas versões da Bíblia em
Português a expressão “Descobrir sua nudez”, no capítulo dezoito do Livro de
Levítico. Segundo Donald Stamps, esta é uma expressão que traduz literalmente
frase hebraica de igual teor. E não se refere apenas às horrendas perversões
praticadas pelo povo cananita: abrange tudo o que se refere a práticas sexuais
impuras e ilícitas; mesmo aquelas tão-somente aproximadas do ato sexual
consumado. De onde se pode inferir: qualquer tipo de voyerismo, masturbação;
sedução; exibicionismo; carícias
e demais liberdades peculiares ao indefectível e pós-modernoso Ficar, dentre
outras.
Voltando
ao comentário de Stamps, ele é apostolicamente contundente: “Qualquer tipo de
prática sexual que resulta em descobrir, expor, ou ver a nudez de alguém que
não seja seu legítimo cônjuge, viola a fronteira da pureza e comete pecado
grave diante de Deus.” E há na (sua)
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD, fonte da citação acima, interessante
estudo, intitulado Padrões de Moralidade Sexual.
8.6-b.
Em resposta aos questionamentos feitos nos primeiros parágrafos deste
arrazoado, cabe esclarecer:
I - Jovens da pureza pessoal e estatura espiritual de um Daniel e seus três
companheiros, assim como o profeta Ezequiel, e quem sabe quanto outros, também
sofreram o exílio babilônico. Nem todos com a condição, digamos privilegiada, dos primeiros; muito antes pelo
contrário. Ezequiel que o diga (Ezequiel 4: 9-17)!
II - Ester apenas se livrou de ser usada por uma
só noite, e depois ser relegada à viuvez forçada, por causa da misericórdia sem
fim do Senhor e de Seus propósitos divinos na vida dela a favor de Israel
(Ester 2: 12-14 e 17-15).
III - Os sete mil que não se curvaram a Baal no tempo de Elias e de Eliseu padeceram
a mesma fome que a nação iníqua, inclusive a família dos profetas que se encavernaram. (I Reis 18: 8-14 e 19: 14
e II Reis 4: 1-7).
IV - O maior evangelista pessoal do Antigo
Testamento é uma menina judia. Adolescente ou, talvez, pré-adolescente; mas uma
menina de fé. Por causa dos pecados do seu povo, quem sabe até de seus próprios
pais, foi levada cativa pelo comandante do exército da Síria. Ela o conduziu a
cura, porque era leproso, e à fé verdadeira no único Deus (II Reis 5). Mas
poderia ter sido apenas sistematicamente usada sexualmente por aquele mesmo
homem. Assim com grande parcela das mulheres negras, no regime da escravidão
nos países ditos cristãos das Américas, pois era o costume naqueles abjetos
sistemas. A legalidade dada por Israel teria deixado a menina israelita (E,
sabe-se lá, a quantas outras sem a mesma sorte da nossa pequena heroína da fé!)
na condição de tamanha desgraça; seja, de mucama.
V - Quando os babilônicos destruíram Jerusalém, mulheres grávidas foram
desventradas a golpes de lanças e espadas; meninas, jovens e adolescentes
violentadas; e nenês indefesos, arrancados de seus pais, pegos pelas pernas e
arremessados contra as paredes. Tal, dentre tantos outros horrores, é a razão
de ser da forte imprecação expressa nos três últimos versos do Salmo 137 e do
choro dilacerado no Livro das Lamentações. Será que todos, sem exceção eram
culpados? E o que dizer das crianças e dos nenês de colo?
VI - Em todo trono de Satanás, onde Jezabel,
poderosíssima, habita qualquer Antipas tenderá a ser sistematicamente
antipatizado ou martirizado (Apocalipse 2: 12-13). Até mesmo no meio do povo de
Deus. Na igreja local do Novo Testamento onde aquela, a exemplo do Israel
antigo, foi elevada à condição de forte influência e, possivelmente, liderança,
houve quem a resistisse (Apocalipse 2: 21-25). Mas parece que não eram muitos.
Tudo em função de uma cultura dominante, à qual havia também a adesão da
igreja; e justamente por isso que em Tiatira o digamos “ministério” da
potestade ganha vulto. Repetia-se o passado, a despeito do desejo de santidade
alguns crentes. Que seria daquela comunidade
sem a resistência deles? Uma igreja
perdida, com os seus vencidos, numa escala crescente, por Satanás, pelo mundo e
pela carne (II Tessalonicenses 2: 7-12 e Gálatas 5: 16-19).
VII - Em Mateus 27: 24-26 estamos diante do mais triste legado que se pôde (em toda a
história da humanidade) pais terem-no deixado aos seus filhos e às futuras
gerações. O que veio depois e o que ainda há de vir, em decorrência do fato,
são as tragédias mais dolorosas da história judaica. (Até que, por fim, venha o
também previsto arrependimento e o reconhecimento do Messias, o qual esteve
entre nós, mas voltará, só que nas circunstâncias em que fala o profeta
Zacarias (12: 9-10). Daí que muitos judeus foram trucidados no Cerco de
Jerusalém nos Ano 70 d.C. pelo general romano Tito; e milhões exterminados no
Holocausto (II Guerra Mundial). A despeito de nem todos eles, certamente,
concordarem com a ação nefasta de seus pais e ancestrais, décadas e milênios
atrás. Pior que a rejeição ao Cristo, Filho de Deus Vivo, é o acontecido vir como
que se perpetuando, através da atitude das gerações posteriores, num crescente
de culpa transferida de país para filhos, a despeito de todas as promessas
feitas a Abraão (Êxodo 20: 5-b).
8.6-c.
Até por ser emblemático; e se poder tomar como outra parábola da
pós-modernidade vida cristã; convém abrirmos um parêntese para análise do caso
do justo e intimamente atormentado Ló (II Pedro 2: 4-10). Pertence a
Antiguidade bíblica. Afligia-se ele pelos pecados de Sodoma e Gomorra; mas, num
momento extremo, demonstra ter-se tornado refém do modo de ver as coisas,
próprio do lugar onde vivia e materialmente prosperou: aquele trono de Satanás
por excelência de Satanás, que era Sodoma. Ló não pestanejou em querer entregar
as próprias filhas virgens para serem abusadas pelos homens da cidade. Pensava,
com isso, livrar os anjos de Deus da perversão sexual de seus concidadãos. Na
sua incredulidade e falta de discernimento espiritual, achava que poderia
livrar aos que foram enviados para salvá-lo (Gênesis 19). As filhas de Ló,
também reféns da cultura, em vez de confiarem em Deus noutra situação tida por
extrema, embriagaram-no e cometeram incesto com o pai.
Como
vimos, em alguns dos exemplos numerados no parágrafo anterior, temos a situação
de pessoas que, mesmo sendo totalmente inculpáveis pessoalmente, acabaram
sofrendo as consequências do pecado da sua geração e das gerações anteriores. E
no caso Ló, vemos uma família que se tornou refém do meio social em que vivia,
porque em relação ao mesmo não se radicalizou.
Infelizmente,
boa parcela da igreja brasileira, em função dos seus discursos e conceitos
sobre santidade, pudor e liberdade cristã, além da adesão ao lado podre da
cultura ocidental, estaria mais para Ló e suas filhas tresloucadas do que para
Daniel e seus três amigos. A sodomização
da cultura ocidental, nestes fins de tempos, se me afigura uma fornalha
contemporânea. E sei que qualquer crente ou liderança autenticamente cristã que
não venha a incensar esse espectro globalizado de nova ditadura cultural, as
das minorias, tenderá a ser jogado
nalguma cova de leões. Sairíamos ilesos?
8.7.
Que todo esse arrazoado possa realmente servir para uma profunda uma reflexão
sobre o baixo nível da espiritualidade de nossa nação; da qual, num estúpido
contra-senso, alguém diz ser (e majoritariamente) cristã. A civilização
brasileira, desde o descobrimento, sempre foi contaminada pelo olhar (Dito
cristão, mas...) concupiscente. E o pior: parcela dos evangélicos nos dias
atuais dessa cultura tem se tornado refém. Algumas de nossas irmãs acham normal
comportar-se como um de seus modelos e manequins, quando se trata de moda. E
não é nenhuma novidade a falta de discernimento do lixo espiritual em forma de
usos e costumes, além de não faltar teologias
em linha de colisão com o ensinamento apostólico, na acepção do Novo
Testamento. Deveríamos ser o sal que impede a corrosão social e não,
indiscriminada ou gradualmente, aderir ao que deveríamos determinada e
terminantemente rechaçar. Digo-o mais em nível de uma vivência em comunidade,
fechada com os valores divinos (Atos 5: 12-13). E menos, em termos de
desastrados embates políticos, bate-bocas e demais coisas do gênero baixo-nível
e política partidária de caráter muito duvidoso. E se no mais das vezes o pior
não nos acontece, em nível pessoal ou familiar, a exemplo dos relatos
desconcertantes do primeiro parágrafo deste texto, não creio que seja tanto
pelo triunfalismo duvidoso em nossa fé; mas pelas misericórdias de Deus. Nem
sempre a nossa pureza pessoal ou a de nossos antepassados, por cujas
iniquidades, quem sabe, não nos penitenciamos e com as mesmas, no mundo
espiritual, ainda não rompemos, da legalidade estiveram isentas (Êxodo 20:
5-6).
8.8.
Quando eu estava preparando a redação final deste capítulo, a cristandade de
minha cidade se viu estarrecida com um fato, estampado como a manchete de capa
do principal tablóide. Nada menos que um crime passional, ocorrido no interior
de um templo, durante o culto.
Certo
indivíduo, de quarenta anos, nome bíblico, possivelmente nascido num lar cristão,
além de na reportagem identificado como alguém de alguma forma inserido numa
outra comunidade evangélica, assassinou covardemente a tiros uma jovem. E ela,
momentos antes, juntamente com seu irmão adolescente, estivera no altar:
participava do louvor!
A moça
tinha apenas 17 anos e era estudante de Direito. Segundo a reportagem em pauta,
desde os quinze, envolvera-se com o seu futuro assassino, o qual a conhecera
ainda criança. Por causa de tal envolvimento amoroso, a esposa separou-se dele.
Após o assassinato, este ainda deslocou-se para outro bairro, na tentativa de
matar o atual companheiro da ex-esposa, para, depois, suicidar-se. Foi, porém,
contido, após ferir o seu ex-cunhado. A ex-mulher e seu atual companheiro não
estavam em casa.
A
tragédia poderia ter sido maior. Mas contém todos os elementos da miséria
espiritual que se abate sobre a nação, em conseqüência de sua cultura
crescentemente contaminada, a partir do olhar concupiscente e da nudez
sugestiva e/ou despudorada. Sexualidade precoce; sedução e perversão de menor;
filhos fora do controle da disciplina dos pais, quando não em atitude de
público e frontal desrespeito para com os mesmos; destruição de lares e
desagregação da família, com posterior envolvimento amoroso de seus membros
fora dos padrões bíblicos, em função do adultério; desgraça pessoal e tragédia
familiar; violência contra a mulher; vitimização de inocentes; crimes cometidos
por pessoas incapazes de refrearem seus instintos assassinos ou da demonstração
de qualquer remorso; e, por fim, II Timóteo 3: 1-5 em conformação com
Apocalipse 22: 11. Inesperado é o fato de uma tragédia desse porte ter ocorrido
no ambiente de culto, envolvendo membro atuante numa comunidade e outro pelo
menos com circulação no ambiente cristão. Junte-se a tudo isso ao fato das
denominações às quais estavam eles inseridos serem reconhecidas pelo rigor de
seus padrões morais, usos e costumes.
De
fato, os envolvidos deram, e por bastante tempo, muito lugar ao diabo em suas
vidas (Efésios 4: 25-27). A moça, foi primeiramente seduzida; e, depois,
torna-se parte atuante num triângulo amoroso, envolvendo-se precoce e
tresloucadamente com seu futuro algoz. O que vem depois, veio em decorrência da
desobediência a Levítico 18 e ao ensinamento apostólico, nas suas lições mais
elementares.
Este
caso, assim como o fato de que faço relato na introdução deste Cristandade, Moda Feminina & O Xis da
Questão, tende também a servir, senão como uma parábola, pelo menos como
dolorosa lição para a cristandade contemporânea. Além de permitir o seguinte
paralelo: se a nudez Bate-Seba foi capaz trazer à tona em pior de Davi, um
homem segundo o coração de Deus, o que o despudor e a sugestividade não pode
instigar no ímpio deste final dos tempos? E num desviado, com trânsito desimpedido
(Ou, quem sabe, alguns até em posição de honra.) na casa de Deus (Romanos 16:
17-18)?
PRÓXIMA POSTAGEM:
De Tomara-que-caia,
Biquínis & Outros Pecados Cultu(r)ais.
terça-feira, 28 de maio de 2013
ALEGREM-SE COMIGO! (Uma Breve Introdução Que Se Faz Necessária À Publicação da Segunda Parte de CRISTANDADE, MODA FEMININA & O XIS DA QUESTÃO) .
A publicação de Cristandade, Moda Feminina & O Xis da Questão
entra, a partir de agora, na segunda fase. E já há muito que o agradecer e devolver
ao Senhor Jesus toda a glória. Em Janeiro, através do artigo Por Uma Demanda Inicialmente Não Pensada,
foi anunciada minha decisão de escrever e publicar sobre tão pertinente
assunto. De lá para cá, em função da divulgação da obra em progresso e
publicação dos oito primeiros capítulos, o número de acesso ao meu blog, MISSÃO
IMPACTAR, no Google, praticamente dobrou.
É através do servidor que tenho noção do interesse despertado, por meio
de estatísticas, embora a leitura esteja disponibilizada em quase todas as
redes.
Outro fato que nos deixa lisonjeado e aumenta-nos
a responsabilidade é saber que o blog foi acessado de quase vinte nações,
representando todos os continentes, exceto América Central e Oceania. Apesar de
seu apenas ano e meio de existência. Estados Unidos, Alemanha e Rússia respondem
por mais de um quarto dos acessos. Sendo que do primeiro passa de quinhentos; e destes outros, já ultrapassamos uma centena, em cada.
E como eu ficaria feliz de
saber que Você, a quem agora me dirijo, se encontra entre minhas leitoras (e
leitores)! Além da introdução (A MODA AO MODO DE DEUS), há no livro, alguns
capítulos que os considero por demais importantes e, quem sabe, capazes de
despertar o seu interesse e em outras pessoas, através da sua indicação: A
BÍBLIA E O ATO DE SE VESTIR (Éden e Dilúvio); A BÍBLIA E O ATO DO DESNUDAR-SE –
Lei; DOIS APÓSTOLOS CONTRA AS COQUELUCHES;
ESTARIA A MULHER CRISTÃ PERDENDO O PUDOR? e CULTURA CONTAMINADA A PARTIR DO
OLHAR CONCUPISCENTE (Ou: Quando Bate-Seba Desperta O Pior em Davi), o qual será
publicado na próxima postagem. Já o capítulo onze, A IGREJA BRASILEIRA E O
LIVRO DE JUÍZES: TERRÍVEL SIMILARIEDADE (Cristandade Pós-Moderna em Questão 02)
tende a ser, por suas implicações e extensão, um livreto dentro do livro. E é
possível que venha a ser publicado em partes.
Algumas mudanças serão
verificadas nesta nova fase. A seção intitulada Saia Justa deixa de ser publicada. Ela perde a razão de ser, em
razão dos capítulos tornarem bem mais extensos e “encorpados”, teologicamente
falando.
Na primeira parte da obra, a intenção era mesmo
escrever textos, embora contundentes, leves. Visávamos atingir a todo público,
desde que, composto em especial, por cristãos professos e adultos. Agora,
reiteramos mais uma vez o que dissemos na Introdução: a leitura do livro não é
recomendável ao crente ainda espiritualmente imaturo ou não ainda adulto. A
menos que ele a faça acompanhado de seus pais, também cristãos, ou de liderança
do seu próprio sexo. Razão pela qual os links dos capítulos não serão mais enviado
a determinados grupos da internet dos quais faço parte. Há, nos mesmos, um bom contingente de pessoas com referido
perfil.
Nossa intenção, após a publicação e ainda
nesse ano, é nos dedicarmos ao outro
projeto também anunciado: um livreto talvez ou apenas artigo de largo fôlego,
intitulado O CRISTÃO E AS REDES SOCIAIS
(Entre Os Benefícios do Crescimento Pessoal-espiritual & o Risco de Sermos
Apartados da Pureza e Simplicidade Devidas A Cristo).
Por tanto e para tanto, conto
desde já com as suas orações. Obrigado pela atenção dispensada.
Marcos.
NAS
REDES (pesquisa):
MISSÃO IMPACTAR (Google) : Marcos
(Mdsaiin) Dias
Facebook: Marcos Antonio
(Madsaiin) Dias
Twiter: @Madsaiin Dias
Google+: Marcos (Madsaiin) Dias
Orkut:
Marcos Mdsaiin Dias Observe que “Madsaiin” é apenas no Face.
sábado, 25 de maio de 2013
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