sábado, 18 de maio de 2013

CAP. 07 Cristandade, Moda Feminina & O Xis da Questão: DOIS APÓSTOLOS CONTRA AS "COQUELUCHES" 02



Leitura: I Pedro 3: 3-4; I Timóteo 2: 8-10 e 5: 14-15
7.1. No mundo ocidental, quem faz a moda? No geral, pessoas de opção sexual e vida moral em total confronto com os princípios cristãos de pudor, pureza e fidelidade conjugal. E é sabido que naquilo que uma pessoa inventa, mormente quando se trata de arte, há uma forte projeção do que ela é (ou desejaria ser). Nessa sociedade do olhar concupiscente e dos comportamentos exibicionistas, tudo é fator de lucro, uma vez que Mamon fortemente domina-a e a escraviza. E a nudez (Despudorada ou sugestiva.) adquiriu um lugar estratégico de perversão. Inspirada, evidentemente, pelos poderes das trevas (Apocalipse 17). A mulher cristã pode ou não aderir a isso. Ela ou há de emprestar o seu corpo, tornando-se também manequim de tendências, modelos e modelitos diabólicos ou contrapor-se aos mesmos, adotando um estilo em que saiba aliar o charme e a beleza à santidade. Este certamente é um dos maiores desafios da igreja ocidental, mormente a brasileira. Em virtude de vivermos num país tropical e do nosso papel já estratégico em missões, a despeito de tanto percalço e pecados culturais só aparentemente (Quero crer.) incorrigíveis. Torna-se imperativo, portanto, que consumidores e profissionais cristãos da indústria da beleza busquem a Deus fervorosamente Deus. E que abram mão de seus próprios paradigmas, sobre moda e prosperidade, principalmente. E, enfim, encontrem Nele as respostas que deixaram de ser dadas desde algumas décadas, quando a nudez e a vaidade feminina tornaram-se a linha de frente dos usos e costumes da mulher ocidental.

7.2. De fato, nessa sociedade do espetáculo, modelos, garotos-propaganda, atrizes e, agora principalmente, personagens de telenovelas são quem ditam o que se usa, como se expressa e o que (ou a que tipo de pessoa) se ojeriza em cada estação. E ditam moda, até mesmo no meio da cristandade, para vergonha nossa, diria Paulo. Do nome que se dá aos filhos ao que diariamente se consome, vemos a mídia, principal plataforma do inferno, jogando os seus tentáculos sobre tudo e sobre todos. Nesses últimos tempos, dado o grau de depravação da civilização brasileira, mocinhos e mocinhas das telenovelas perderam espaço no coração do telespectador em detrimento de vilões e personagens mal resolvidos: amorosa e sexualmente. E já não é mais constrangedor as pessoas adotarem o mesmo vestuário, linguajar e comportamento de tais abjetos personagens. Ao nível da espiritualidade, porém, pode-se imaginar a tamanha carga de maldição que em tudo isso?  Se bem analisarmos, à luz dos princípios bíblicos, na pós-moderna cultura ocidental, o estilo (digamos) fashion de viver é muitíssimo comprometido, mas não com Deus. Da concepção à massificação dos itens da moda que se usa e é  classificado como tal. O problema é que, de uma à outra ponta, há milhões de pessoas, boa parte cristã ou cristã, consumindo moda ou sobrevivendo da indústria da beleza. Tal fato merece uma profunda reflexão.           

7.3. Numa sociedade promíscua, onde a beleza e o corpo da mulher (principalmente) são utilizados para vender desde a goma de mascar ao último lançamento automotivo ou imobiliário, há que se perguntar: qual a intenção primária ao se confeccionar em sua grande maioria uma peça do seu vestuário? Cobri-la ou (despudorada e sugestivamente) desnudá-la? Já fiz referência a uma propaganda, estrelada por uma de nossas belas atrizes, mas já não tão jovem, cujo slogan era Porque mãe também provoca desejos.  Naquela campanha publicitária, a defraudação do sexo oposto foi mostrada como “trunfo” para um perfil de mulher, em tese casada ou pelo menos comprometida, em função de um conceito totalmente pervertido de feminilidade. Insistindo na mesma questão, é preciso que se destaque ainda uma outra: era dirigida a idosos e o que se via? Distintas senhoras, que bem poderiam estar se preparando para encontrar-se com Deus, vibrando com um garotão diante delas, fazendo strip-tease. Falar de publicidade no geral para a juventude é chover no molhado. Agora, se um produto é criado, disseminado, e, por fim, recebe forte adesão, em função desse gênero de propaganda, não se transformaria como que num símbolo e ícone da Rebelião (I João 4: 5). E no mundo espiritual, como fica o seu uso indiscriminado pelo crente? Mais uma vez: é preciso que se questione.

7.4. Pedro e Paulo se colocam como vozes do Espírito Santo contra as coqueluches de sua época. Por exemplo: certo tipo de penteado. Não creio que tranças ou frisado de cabelo eram em si mesmos o problema. Assim como adereços, dependendo quais; ou a grife, em se levando em conta o status social do crente; mas da carga simbólica e do fator cultural que podem trazer, até de coisas sacrificadas a demônios. Outra questão seria o efeito-desvalia, em quem não os poderia usar, o que é muito comum na natureza (Decaída, cabe frisar.) da mulher. Os apóstolos propõem à  cristã autêntica, não apenas abrirem mão de tais paradigmas, mas também oferecerem respostas: a) vestindo-se de boas obras; b) adornando-se da santidade; c)  e, num forte contraponto com a mulher (mesmo a dita cristã) deste nosso tempo, exprimir-se em candura.

7.5. Candura na pós-modernidade é palavra em gritante desuso. Para vergonha nossa, diria Paulo. No ensinamento de Pedro, porém, ei-la como o mais enfático indicativo de espiritualidade de uma cristã professa. De fato, a candura contraria a síndrome de bipolaridade que, na mulher ocidental pós-moderna, varia do estágio fortemente depressivo ao estado altamente estressado. Logo, a mulher  cristã, além de vestir-se de boas obras, deve dar testemunho de ter se tornado morada permanente da pomba da paz. Bem ao contrário daquelas que ora se afiguram avestruzes com a cabeça dentro de um buraco e ora agem como desembestadas vacas loucas ou furiosas leoas indomáveis. E muito desse tipo de comportamento em função de... modas e modismos. Não restritos, evidentemente, apenas ao vestuário: mas também a padrões de beleza que nem todas possuem; à luta por estratificação social num mundo competitivo e de concorrência desleal; e à busca desenfreada do que a sociedade do espetáculo e do consumo conceitua ser o prazer e a felicidade. Falta a tantas, em verdade, o discernimento correto dos dias trabalhosos em que estamos vivendo (II Timóteo 3: 1-7; I e II Timóteo 4: 1-5). Mas Deus conhece os corações; Ele sabe que o ser é bem mais importante do que ter ou apenas parecer o que não se é, e nem se deseja (em verdade) ser. A virtude, infelizmente, não é o maior tesouro de todas numa sociedade em vias de sodomização.  Por isso, no que diz respeito à resposta que deve dada pela mulher cristã ao mundo da moda, não pode a mesma ficar em segundo plano. E até pelo fato de ser um ato tão cotidiano, começa pelo se vestir e o (somente apropriadamente e perante a quem de direito) desnudar-se.

Saia Justa:
1) Você já foi discriminada ou recebeu deboche por vestir-se com decência?
2) Como reagiu? A situação serviu pra você pôr em prática I Pedro 3: 13-17?
3) Você acha ser realmente possível, no mundo atual, pôr em prática o ensinamento apostólico sobre  vestuário feminino?
4) Quais seriam as dificuldades? E como superá-las?
5) E quais os benéficos?
6) Você saberia discorrer a respeito, fazendo disso uma oportunidade de testemunho de sua fé?
7) E este livro, poderia ajudar-lhe?



PRÓXIMA POSTAGEM:
CAP. 08: Teria A Mulher Cristã Perdido o Pudor?

sábado, 11 de maio de 2013

CAP. 06 - Cristandade, Moda Feminina & O Xis Da Questão: DOIS APÓSTOLOS CONTRA AS "COQUELUCHES" 01


Leitura: I Pedro 3: 1-6; I Timóteo 2: 8-10 e 5: 14-15.
6.1. Chamávamos coqueluches àqueles itens da moda, feminina principalmente, que, em determinadas épocas, tornam-se “obrigatórios; e sem a posse dos tais, uma pessoa (E isso é muito coisa de mulher...) sente-se inferiorizada em relação às demais. A moda tem a capacidade de uniformização do gosto: pelo vestuário, por adereços, palavreados de uso corrente em algum momento histórico ou meio social, ritmo musical, obras de arte. Assim como pelos ícones e símbolos em formação numa cultura, capazes de influenciar as linhas gerais do comportamento de toda uma geração e até os seus posicionamentos ideológicos. Logo, sem a mão corretiva do Senhor, como se viu no Éden, é a moda o mais poderoso instrumento do diabo, juntamente com a tecnologia para fins militar a serviço de maus governos, na implantação de uma cultura dominante abominável.

6.2. Na civilização ocidental, hoje considerada por pensadores e acadêmicos pós-cristã, como se em algum momento da linha tempo realmente o tivesse sido, dois fatores contribuíram fortemente para que a sociedade readquirisse o nível de depravação da sexista e violenta civilização pré-diluviana: o crescimento veloz da informação e o advento das artes audiovisuais (Cinema e televisão, etc.). Os valores distorcidos da geração-Dilúvio estão sendo de novo inculcados em nossos filhos já em idade precoce. E, embora todos saibam quanto lhes são nocivos à formação, alguns pais e bons educadores ficam como que de pés e mãos atados. Já não sabem o que fazer com hábitos tão ruins enchendo os miolos de suas crianças, através de uma mídia que se transformou, em geral, na principal plataforma do inferno (I Timóteo 4: 1-5) e da convivência com pessoas muito à vontade com os produtos que nos são oferecidos. Do vídeo-game violento, que os garotos jogam ininterruptamente, ao banho-de-loja ou Dia-de-Princesa que a maioria das meninas (até mesmos as cristãs) “morrem” se não os tiver. E não é para menos. Até porque andamos esquecidos da necessidade alheia: das desigualdades sociais enormes em nosso país e da fome no mundo; da igreja perseguida; e de quanto culto ao deus do próprio ventre, diria Paulo, se faz presente em nossas práticas sociais e até religiosas. Alguns de nossos templos parecem estar repletos de pessoas apenas querendo se dar bem nessa vida; algumas dispostas ou até sendo incentivadas a fazer barganha com Deus; e nossas relações humanas vão se tornando acentuadamente utilitaristas. Quase esquecidos de nossa identidade, acabamos seguindo o curso deste mundo, dado o nível de cauterização de nossas consciências e o grau altíssimo de amnésia em relação ao real propósito de nossa nova criação em Cristo Jesus  (Efésios 2:1-10). Luxo sem culpa em meio ao lixo cultural. E não é sem causa que Madre Teresa de Calcutá é mais unanimidade que qualquer liderança evangélica do país. Para vergonha nossa, diria o apóstolo. 

6.3. No quesito moda feminina, o grande problema hoje de parcela significativa da cristandade é que ela não se informa (Ou parece aderir, apesar de toda a informação.) sobre quem a produz, em que ambiente e com qual propósito. Razão pela qual, faz uso indiscriminado de quaisquer itens despejados no mercado, o qual bem pode ser analogicamente caracterizado por um curral. E parece que menos ainda não atenta a cristandade para os fatores que transformam determinados itens numa coqueluche e as implicações advindas disso. No mundo espiritual, porém, se perguntarmos o que estaria subjacente à sua produção e uso disseminado, é certo que teremos desagradáveis surpresas e respostas estarrecedoras.

6. 4. Em sua Primeira Carta, Pedro se coloca contra as peças do vestuário de preços exorbitantes, ao uso extravagante de enfeites e até certo tipo de penteado (3:3-4). Já Paulo, também escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, faz observações idênticas em sua Primeira Carta a Timóteo (2:9). E quanto ao penteado, torna o uso de tranças algo não recomendável à mulher cristã a qual se dirige. No geral, ambos os autores ensinam o quanto a vestimenta e o adorno (fatores externos) devem dar testemunho da espiritualidade (fator interno) da mulher cristã. Ambos tomam a modéstia, a sobriedade e, sobre tudo, o pudor como os princípios elementares a reger conduta dela para com a moda. Além do exposto, Paulo e Pedro identificam coqueluches de sua época, factíveis de serem disseminadas em qualquer classe social: das roupas e jóias caras ao um simples penteado. De fato, Deus não está alheio à mulher que O reconhece, diante de seu espelho. Daí, ser Ele tão pontual naquilo que é do Seu agrado. Mas, infelizmente, parcela significativa da cristandade parece muito pouco à vontade com o ensino apostólico sobre moda feminina ou nem estar aí para tais recomendações.

6.5. Trazendo o ensinamento apostólico para a vida prática: se qualquer vestimenta (de grife ou não); quaisquer tipos de jóias e adereços; qualquer corte de cabelo ou penteado tornado usual; enfim, quaisquer coqueluches da hora ou da moda não cooperam para a espiritualidade fundamentada na modéstia e no pudor; antes, pelo contrário, tornam-se um atentado à mesma; é melhor a mulher cristã seguir o imperativo do Senhor em Mateus 18: 7-9. Mais vale entrar brega no céu do que chique desfilar para olhares e comentários concupiscentes e parar nas passarelas do inferno (I Timóteo 5: 14-15). É preciso também questionar se determinado item da moda não está sendo ou já foi transformado num ícone ou símbolo de rebelião. Até porque a cristã em sua postura e compostura deve levar em conta não apenas a si mesma, mas principalmente os seus semelhantes: da menina ou adolescente (carente de um modelo realmente sadio) à mulher (cristã ou não cristã) que já perdeu ou nunca teve pudor e respeito próprio. Sem se esquecer, evidentemente do sexo oposto. E no caso deste último, ela irá encontrar desde homens lascivos por (decaída) natureza e reféns dessa cultura promíscua, carentes, portanto, da sua intercessão e do devido cuidado no trato com os mesmos ( Provérbios 26: 23-25) a servos de Deus, mas nem por isso super-man espirituais, os quais devem ser resguardado da tentação. Pois não se pode, impunemente, fazer-se de Bate-Seba antes os olhos de quaisquer Davi, em momento de falta de vigilância ou não.


Saia Justa:
1) Já houve alguma coqueluche da moda que você por algum motivo (moral, financeiro, estético, etc.) se viu obrigada a não usar?
2) Como você se sentiu na ocasião e reage hoje diante de tal fato?
3) Tempos atrás, determinado item da moda feminina foi divulgado através de uma peça publicitária, cujo slogan “Porque mãe também provoca desejos.”, subentendia: a mulher (mesmo a casada ou pelo menos comprometida) pode e deve sentir-se “bem”, ao despertar a lascívia em todo e qualquer homem. Você acredita que a utilização de produtos, concebidos e massificados com valores e dizeres proféticos de igual teor, tragam ganho ou perda à vida espiritual daquelas que os usam? Por quê?   
4) Leia I Timóteo 4: 1-5. Você consegue ver na mídia e através de pessoas que se tornam (momentânea ou permanentemente) ícones ou símbolos da cultura o cumprimento da profecia?

PRÓXIMA POSTAGEM:
Dois Apóstolos Contra As Coqueluches 02

sábado, 4 de maio de 2013

CAP. 05 - Cristandade, Moda Feminina & O Xis Da Questão: A BÍBLIA & O ATO DO DESNUDAR-SE - Lei



               QUALQUER HOMEM HOJE EM DIA QUE TENHA A SANTIFICAÇÃO COMO PROJETO DE VIDA  SENTE-SE AGREDIDO PELA NUDEZ DA MULHER OCIDENTAL.


Leitura: Levítico 18
5.1. Na Bíblia, a divisão e a intitulação dos capítulos, embora essenciais a nossa compreensão, não pertencem à inspiração divina. Variam de versão para versão e, de fato, alguns títulos e divisões parecem não dar conta da ideia global ou da variedade dos temas tratados num ou outro capítulo. No caso das versões em Português de uso corrente no Brasil, com todo o meu respeito aos editores, o capítulo dezoito do Livro de Levítico reflete bem isto. Mais que casamentos ilícitos e uniões abomináveis, o texto bíblico trata do que se define como envolvimento sexual, a partir do ato (lícito ou ilícito) de um homem desnudar uma mulher, esta deixar-se desnudar por ele ou a si mesma desnudar-se perante este, sem que ele o queira. Tal ato, aos olhos de Deus, reveste-se da mesma gravidade da sodomia, do incesto e de outras coisas do gênero abominação, quando a pessoa desnudada ou que se desnuda não é o cônjuge. E ponto final.

5. 2. As versões mais antigas até conservaram a expressão “descobrir a (sua) nudez”, observando a tradução literal de uma frase hebraica de igual teor.  De onde se conclui que o ato sexual inicia-se no olhar e, quando ilícito, tem a catastrófica capacidade de contaminação de uma cultura por inteiro. O que o Velho Testamento define como cobiça da mulher do próximo, Jesus, com apropriada amplitude, definiu como o olhar impuro, através do qual, em sua fantasia, um homem a despe. E dado o altíssimo nível de promiscuidade hoje reinante, cobiça e olhar impuro já não se aplicam apenas aos homens. Vivemos numa cultura de sex simbols de ambos o sexos e de um desvairado culto ao corpo e à beleza. Até mesmo o ato sexual entre cônjuges se mostra refratário à santidade (I Tessalonicenses 4:3-7). Logo, adultério; prostituição; sodomia; assim como as bestialidades hoje noticiadas infelizmente com regularidade, todos eles têm o seu início num olhar. Olhar, no qual a lascívia (Talvez não ainda existente no coração ou quem sabe em estágio de tentação sob  domínio.) pode ser despertada pelo elemento moda feminina, quando esta despe a mulher sugestiva e/ou despudoradamente.

5. 3. No final do capítulo 18 de Levítico, Deus diz que as abominações da sexualidade haviam contaminada a terra de Canaã, tendo se tornado no fator determinante para a expulsão e a destruição de seus habitantes do lugar. Quatrocentos anos antes do extermínio, a coisa já atingira um estágio tão irrefreável, que faltava apenas que fosse completada a sua medida de iniquidade. O julgamento tornara-se inevitável (Gênesis 15:12-16). Aquela civilização, assim como a  pré-diluviana, forjara-se na cultura do sexismo e da violência. E haveria de influenciar a própria nação judaica, quando de seus piores momentos (Juízes Juízes 19-21; Rute 2: 8-10; II Crônicas 36: 11-21), fato que levou os israelitas ao desterro. Logo, deve-se concluir que ainda que alguns fatores culturais se tornem prevalecentes e se consolidem de uma geração para outra ou se transfiram de uma a outra cultura, jamais significa aprovação divina. E mesmo que a sociedade cível (com a complacência ou adesão da religião) os aprove e adote-os, isso não quer dizer que a paciência divina não esteja se esgotando em relação aos mesmos. O principal sinal encontra-se no nível crescente da própria depravação, indicativo de que Deus já a entregou determinada coletividade a si mesma, para o apressamento de seus juízos.  A simples adesão subjetiva a tais costumes é tão pecaminosa quanto a sua prática (Romanos 1: 16-32). No caso brasileiro, somente o avivamento há de nos livrar de uma apostasia já massificada em se tratando da nudez e da sexualidade pervertida a partir do olhar, mas é preciso que vivamos no espírito de Ló (II Pedro 2: 4-11), quando em Sodoma.

5. 4. A nudez, a sensualidade e a vaidade feminina exacerbada sem duvida, após a chamada liberação feminina (ou feminista) dos anos 60, estão na linha de frente dos usos e costumes da cultura ocidental. Ao contrário da necessária persistência no devido questionamento por parte da Igreja, houve, mormente entre crentes de melhor nível social e de escolaridade, e muitos dentre eles adeptos do liberalismo teológico, uma paulatina adesão ao lixo que veio a reboque das lutas e conquistas da mulher por direitos civis justos. O problema é que a coisa agora descambou, está entrando Igreja adentro (Do banco ao púlpito.) e sabe Deus aonde vai chegar. No caso brasileiro, voltando ainda mais atrás na linha do tempo, tudo também teve o seu início no olhar. O europeu chega e observa com lascívia a nudez das índias; abusa das mesmas; e, posteriormente,  também da mulher negra. E temos, então, já no início da civilização, uma sexualidade fundamentada na violência. E a religião, como é próprio de Jezabel (Apocalipse 3: 20-21), ora servindo de apanágio e, quase que invariavelmente, se mostrando incapaz de refrear os (baixos) instintos (Colossenes 2: 20-23). Quinhentos anos depois, seguindo uma linha iniciada por algumas mulheres que conseguiram fazer de sua sexualidade/sensualidade um jogo de poder e de manipulação, a coisa se inverteu. Elas foram consideradas heroínas da nação e pioneiras na lutas pelos direitos da mulher. Hoje, entretanto, a mesma sensualidade, além de ter se tornado uma moeda de troca da abjeta mulher objeto, razão de ser de tantas peças publicitárias, tornou-se fator de sedução, defraudação, e abuso do sexo oposto. QUALQUER HOMEM HOJE EM DIA QUE TENHA A SANTIFICAÇÃO COMO PROJETO DE  VIDA SENTE-SE AGREDIDO PELA NUDEZ DA MULHER OCIDENTAL. O fato é que a cristandade não pode ter parte nisso. Com pena de, ao invés do tão esperado avivamento, decair-se e inserir-se neste tão insuportável nível de apostasia.  Ora se tudo começa no ato de despir-se perante um olhar, ao qual não se deve, sem o risco iminente de desgraça, ter em si despertada a lascívia, por que não resguardar-se e resguardar o sexo oposto, numa observação estrita da Palavra?

5.5.  De fato, dentro do senso comum, pode-se ser chique sem ser santa. E não são poucos os que associam o pudor ao mau gosto. Mas não dá para ser santa sem ser (aos olhos de Deus) chique. Até porque santidade é a grife da moda feminina de Deus e tem dois fundamentos básicos: a saber, o pudor (vergonha de se mostrar, sugestiva ou despudoradamente, à pessoa indevida) e a sobriedade. Sem os mesmos, tudo o que se vê não passa de elementos nocivos à vida espiritual do homem e da mulher. Alguns matreiramente inventados na escola de estilismo do inferno.


Saia Justa:
1) Honestamente: o seu conceito de pudor é o conceito bíblico?
2) Como você vê a relação da sociedade atual com os conceitos cristãos de decência e sobriedade?
3) Pode o pudor em si mesmo ser associado ao mau gosto?
4) Você tem dificuldade de aliar o charme de se vestir ao  pudor bíblico?
5) Quais as dificuldades práticas para fazê-lo?



PRÓXIMA POSTAGEM:
Dois Apóstolos Contra As Coqueluches 01 

sábado, 27 de abril de 2013

CAP. 04 - Cristandade, Moda Feminina & O Xis da Questão: A BÍBLIA & O ATO DE SE VESTIR - Geração Diluviana 03

Leitura: Gênesis 4:1-6:6

4.1 - Fora o fato de Eva deixar-se seduzir pela serpente e, em conjunto com Adão, ser dignamente vestida e depois castigada com seu marido, o mundo era apenas dos homens. Eles faziam as suas guerras e viviam alguns, como Lameque, relações desrespeitosas com as mulheres. Somente Eva é mencionada, depois da Queda, por duas vezes e em momento de pós-concepção e aparente contrição. Daí, possivelmente, a referência de Paulo à mulher em I Timóteo 2: 13-15. Já Naamá, a filha de Lameque, é apenas nomeada. Portanto, não se destaca ainda o sexo feminino. Resguardavam-se (É plausível inferir.) tanto as filhas de Deus quanto as filhas dos homens, em função não apenas do machismo masculino, mas também pelo fato da experiência traumática da descoberta da perda pureza ser ainda recente. Devemos levar em conta a longevidade do ser humano àquela época, quando a expectativa de vida era de mil anos. Mas no sexto capítulo do Livro de Gênesis, o Espírito nós dá a entender que as filhas dos homens partiram para a ação nefasta de deixaram-se ser vistas do modo que  homem nenhum as deveria enxergar: apenas como fêmeas. Ou, se quisermos repor a questão no sentido literal: os filhos de Deus olharam para as filhas dos homens do modo pelo qual a nenhuma mulher um homem em vida de santidade pode olhar. E isso foi decisivo para o aceleramento do trágico destino da humanidade.


4.2. Seriam as filhas dos homens fisionomicamente mais belas que as filhas de Deus? E eram as filhas de Deus anatomicamente menos perfeitas que as filhas dos homens? Não e não. Então, o que fizeram estas para serem notadas e se tornarem fortemente desejáveis (Este é o sentido implícito no texto.) aos, até então, ainda não inconsequentes quanto lascivos filhos de Deus? Nenhuma resposta que se preze foge ao que continua sendo marcante nos próprios dias de hoje, tendo-se em vista o fato de que a narrativa bíblica está nos mostrando, já no início da humanidade, os elementos fundamentais à depravação de uma civilização em detrimento da opção por uma vida de santidade. Por certo que as filhas dos homens se vestiram, adornaram-se e, quem sabe já naquele tempo, começaram a rudemente se maquiar, com intuito de sedução. Além da plástica, uma boa maquiagem (Que o diga nossas atrizes e modelos.) disfarça defeitos e redimensiona atributos físicos; os adornos e a extravagância no ato de se vestir tendem a chamam atenção para a pessoa; e no que diz respeito à nudez fora do ato conjugal, é por si mesma tão devastadora em seus efeitos de (e para o) desencadeamento de sedução, de defraudação, manipulação do sexo oposto, além de potencialmente indutor da traição entre cônjuges que recebe na Lei tratamento muitíssimo rigoroso e, no ensinamento apostólico, recomendações pontuais.

4.3. Há pouca possibilidade, talvez nenhuma, de que os elementos em questão não tenham se transformado no ponto de partida do ataque fatal de Satanás à piedade dos descendentes de Abel, através da mulher diluviana. Estes, ao se casarem com as “poderosas” filhas dos homens, desprezaram a beleza por certo discreta, sem tanto badulaques e ostentação exterior, porque fundamentada no pudor, próprias de suas irmãs. De fato, fizeram pouco do tipo ou estilo  que viria a ser recomendado por Deus (I Pedro 3: 1-4 e I Timóteo 2: 8-10). Diante disso, não seria demais lembrarmo-nos de que na Bíblia Satanás começa nomeado como serpente e termina identificado como dragão, depois de citado como leão que anda em derredor, procurando a quem possa tragar. Logo as suas ações, no uso da legalidade que lhe der o ser humano e na posse dos elementos que ele desde o princípio soube bem manipular, tende a crescer na civilização humana, tomando formas de comportamento cada vez mais assustadoras. Conheço um jovem, hoje na faixa dos vinte anos e convertido na pre-adolescência, o qual compartilhou comigo algo realmente assombroso. Estava ele participando de um culto e percebeu perto de si uma mulher extremamente bela em sua silhueta e não suficientemente composta. Aquilo chamou a atenção do nosso jovem e ele quis olhá-la no rosto. Ela se  voltou para ele. Só que o mesmo não conseguiu enxergar a face daquela mulher: mas viu, por discernimento de espírito, num livramento do Senhor Jesus, a cara de um ser horripilante, sorrindo ameaçadora para ele. Bem sabemos que a ninguém devemos julgar apenas pelo exterior; todavia, a aparência do mal que, invariavelmente costuma antecipar os seus frutos, já é indicativo do mal em si. E de ambos devemos fugir.

4.4. Moda feminina hoje no meio da cristandade é algo que assusta. E muito. Recentemente, numa importante publicação evangélica de nosso país, embora de caráter apenas denominacional, o tema (E falo para vergonha nossa, diria Paulo.) era uma admoestação a mulheres cristãs quanto à impraticabilidade do uso de roupas curtas e sensuais, como, p. ex., a mini-saia. Convenhamos: é impensável. Num tempo em que, relembrando os primeiros capítulos de Gênesis, empreendedorismo, tecnologia, arte, e moda, mormente a feminina, nunca em toda a história da humanidade estiveram tão entrelaçados e definem (em primeira e última instância) o estilo de vida e as formas de comportamento nos países onde a religião não é (Graças a Deus!) impositiva. Sem dúvida que, levados à exacerbação, influenciam (para o mal e não para o bem) o relacionamento de todos os homens com Deus. Logo, merece o devido questionamento.

       
Saia Justa?
1. Você discerne o hedonismo (buscar desenfreada do prazer) na indústria da beleza e no ato de algumas pessoas se vestirem?
2. Quais seriam os prazeres da carne manifestos?
3. Até que ponto você acha que a sociedade (brasileira) em que vivemos e a cultura ocidental te influenciam em termos de vestuário?
4. Você acha que o ato de se vestir deve diferenciar o cristão do não-crente? Por quê?
5. Você acredita que a maneira de você se vestir pode modificar o modo de homem um mundano olhar para você? Como se sentiria, sendo enxergada apenas como fêmea? E o que faria a respeito?  
 


PRÓXIMA POSTAGEM:
A Bíblia & O Ato Do Desnudar-se: Lei. 

sábado, 20 de abril de 2013

2-CAP. 03 "Cristandade, Moda Feminina...": A BÍBLIA & O ATO DE SE VESTIR - Geração Diluviana 02


(Segunda edição/temporada digital: Agosto-Outubro 2013)


Leitura: Gênesis Capítulos 1, 2 e 3;  6: 1-6.
3.1. Nos seis primeiros capítulos de Gênesis, os principais fatos da história da humanidade, de acordo com a ótica divina, nos são contados numa linguagem de forte conotação oral. É como Moisés os deve ter recebido de seus antepassados e o Espírito o inspiraria a registrá-los, evidentemente que pontuando, seletivamente, o quê e como dizer. O conceito de inspiração divina na Bíblia não aceita a tanzil islâmica e nem a psicografia espírita. Antes, Deus fala e age através ou sempre em parceria com o homem. Por isso, o Pai jamais despersonalizou seus filhos quando, através da inspiração divina, nos legou a Sua Palavra. Em Gênesis, a linguagem está adequada ao nível intelectual do povo judeu da época, receptor inicial da revelação, não ainda organizado como estado e que demoraria  a se estabelecer enquanto civilização.

3.2. Pelo texto bíblico verificamos que uma das características da oralidade é falar pouco e dizer muito; não falar tudo, para dizer (ainda) mais. Vem do fato de se retransmitir e/ou reiterar conhecimentos num ambiente familiar; no geral, a uma platéia desde criança com os mesmos familiarizada ou para pessoas sequiosas de familiarização. Assim, encontramos clareza naquilo que está expresso, quanto no que fica entrevisto. Milênios se passariam e o Senhor Jesus, nos gloriosos dias de sua carne, diria o autor da Carta aos Hebreus, não desprezou o método; antes, mesmo em suas parábolas (P. ex., a dos lavradores maus e a vinha.), aperfeiçoa-o e o eleva ao nível da excelência. Pelo que se diz: Quem tem ouvidos para ouvir ouça.

3.3. No início da saga humana, Satanás (a serpente) ainda tinha sido chamado pelo nome; mas os símbolos e ícones da rebelião estão claramente manifestos na ação dos principais representantes da civilização. Donald Stamps, em nota ao versículo dezesseis do quarto capítulo de Gênesis, na sua Bíblia de Estudo Pentecostal (CPDA), observa que Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus; sendo a motivação básica das sociedades humanistas “superar” ao seu modo a maldição do pecado e reconquistar o “paraíso” sem a verdadeira adoração. Na mesma linha interpretativa, Wactham Nee afirma que é difícil calcular qual parcela da filosofia, da ética, do conhecimento, da pesquisa e ciências do mundo se origina nos poderes das trevas. Esses autores fundamentam-se em toda a Palavra e, especificamente, em I João 5: 19. Logo, as contribuições e “contribuições” filosóficas, artístico-cultural, tecnológicas e científicas do homem não regenerado pela nova vida em Cristo Jesus devem passar por um crivo rigoroso, no caso de seu aproveitamento por parte daqueles a quem Deus dotou de discernimento para examinar tudo e reter o que é bom. Conceitos sobre moda, inclusive.

3.4.  Em Gênesis, do capítulo quarto primeiro verso um ao sexto,  os filhos dos homens estão, até então, diferenciados dos filhos de Deus, mostrando claramente quem é quem e quem faz o quê. Os comportamentos são mais que distintos: extremados. No final do texto, porém, o encantamento ao avesso despertado na geração de Enos pelas filhas de Caim desagrada profundamente a Deus. E  fica implícito que não foi pelo bom caráter delas que os filhos de Deus se entregaram àquele romance tresloucado. Cabe dizer que a Bíblia não autoriza a interpretação de que os filhos de Deus fossem anjos, visto ter o Senhor falado claramente que os anjos não se casam. A até então piedosa geração de Enos foi tragicamente seduzida pela descendência de Caim. E esta última, por certo que encontrara na mulher um modo de expressão peculiar do seu estilo ímpio de vida, através das vestimentas. Temos, então, o primeiro indicativo do surgimento da moda feminina. Sem evidentemente,  as mãos corretivas do Senhor, conforme acontecera no Éden.

3.5. O ato de se vestir, em determinadas situações e mesmo ordinariamente, demonstra no geral as intenções de um coração. Nesses dias trabalhosos e na permissiva cultura ocidental, criou-se até a expressão “vestida para matar “. Quer dizer: de inveja a outras e de desejo a todos os homens, na identificação do tipo e das motivações no ato de se vestir (despindo-se), próprio de mulheres espiritualmente mortas (I Timóteo 5: 6). Vemos na prática, não apenas a exacerbação da sensualidade, em decorrência da busca do prazer e de acasalamentos, mas também a soberba da vida, fundamentada no exibicionismo: seja da beleza do corpo, seja do status conferido por uma grife ou por um item da moda na ordem do dia. Diante de tal postura, é inevitável a concupiscência ser despertada no sexo oposto e o homem se fixar no físico da mulher e, não, em seu caráter. Ora, a alma impenitente das filhas dos homens já era conhecida; e disso dá testemunho a tragédia ocorrida com filhos gerados do casamento misto. E se não foi pelo recato que elas “viraram a cabeça” dos filhos de Deus. Nada mais plausível concluir tratar-se a metodologia então utilizada portadora dos mesmos elementos hoje tão uso, ainda que naqueles tempos remotos e de forma rudimentar, mas com motivações sedutoras. Aquela geração pereceu no Dilúvio. E na tragédia, Deus pode apenas refrear do homem a maldade; a qual continuaria num crescente através da História, até chegar ao nosso tempo, em que se multiplica a iniquidade global e ininterruptamente, já que a serpente vai tomando forma de dragão... Na cultura ocidental, a nudez (Sugestiva ou despudorada.)  está há décadas banalizada, assim como estão ficando também banalizados os seus efeitos de sedução, defraudação e manipulação, com as pessoas ainda se orgulhando de tirar proveito do fato. E não é triste ter que admitir, ao contrário da resposta ordenada pelos apóstolos Pedro e Paulo (Veremos isso mais adiante.), estar havendo na cristandade paulatina adesão à vulgaridade no ato de se vestir? Gesto que, de ordinário, nivela cristãs sérias a mulheres sem o mínimo de respeito próprio e pelo corpo, ao qual não entendem como morada do Espírito Santo. E há na cristandade quem a isso justifique, utilizando-se de  conceitos errôneos sobre  a santidade e  a liberdade cristã.
     

Saia Justa 03:
1) Você acha que a moda feminina pode tornar-se fator de atração dos homens ao Senhor Jesus?
2) E o que você veste cumpre santamente este propósito?





Próxima postagem:

CAP. 04 -  A Bíblia & O Ato de Se Vestir: Geração Diluviana 03 
















sábado, 13 de abril de 2013

CAP. 02: CRISTANDADE, MODA FEMININA & XIS DA QUESTÃO: A Bíblia & O Ato De Se Vestir: Geração Diluviana 01


(Texto revisto em Outubro de 2014.)

Leitura: Gênesis 4: 1-6:7
2.1. Da triste experiência no Éden à tragédia da civilização no Dilúvio, dois grupos distintos de pessoas se formaram: a linhagem de Caim, assassino não penitenciado de Abel, e os descendentes de Enos, filho de Sete. Sete, possivelmente, é fruto de orações contritas de uma Eva arrependida; depois assistir o mal triunfar sobre o primogênito, fazendo dele um assassino e, então,  desejar profeticamente um outro filho, com o estilo de vida a que se propusera viver Abel, o nosso primeiro mártir.

2.2. Da descendência de Caim, surgem empreendedores nos principais ramos da atividade humana. E, a partir dos mesmos, são lançadas as raízes dos tipos de negócios deste mundo capazes de roubar a adoração por completo do coração do homem: a atividade econômica sob a influência de Mamon; a arte refratária ao ato de celebração da vida e da adoração; e a indústria bélica. Antes disso, Caim, o nosso primeiro empreiteiro, constrói a primeira cidade. Logo, esse estilo nosso de vida hoje, alucinando e modernoso e nada ecologicamente correto, teve um não muito bem recomendado inspirador. Seguindo a linha do pensamento interpretativo de alguns comentaristas da Bíblia, pode-se observar que em qualquer sociedade humanista (E nelas o homem quer entronizar-se no centro de tudo.) a adoração verdadeira inexiste. E a própria religiosidade (caso exista) se fundamentará no culto ao deus do próprio ventre. Daí, os homens se dividirem entre o hedonismo (busca desenfreada do prazer) ou “superação” da maldição do pecado, calcada na  falsa religiosidade, através da justiça própria.

2.3. O fato é que a geração tecnológica e belicosa de Caim, reproduzindo o caráter do seu patriarca, iria apressar a degradação do ser humano. E, posteriormente, influenciar lamentavelmente os descendentes de Enos, os quais, pelo menos no início naqueles primórdios da humanidade, se voltaram à pureza e simplicidade de vida e adoração de Abel. Dentre estes, se destacam Noé, o principal personagem pré-diluviano e um dos três principais justos do Antigo Testamento;  e também Enoque, o nosso primeiro grande profeta. Enoque anteviu a segunda vinda do Senhor (Judas 14-15); e andou tão perto de Deus, que YHWH dele se afeiçoa, ao ponto de apressar os anos de sua vida e o tomar para Seu convívio. Enoque tipifica a igreja do Senhor Jesus que será arrebatada, pois não experimenta a morte física. E estes dois homens, descritos como pertencentes ao seleto grupo de pessoas, das quais este mundo jamais será digno, são a prova de que santidade é mesmo uma questão de escolha. Pois independente de costumes, do vai e vem das modas, do nível de promiscuidade de uma cultura e dos ditames da sociedade ou de quaisquer civilizações. Por isso, recomenda-nos o Espírito Santo a tê-los em alta conta (Hebreus 11).

2.4. Da da parte de Caim, eis que se destaca um tal Lameque: o primeiro bígamo e assassino não penitente de mais de uma pessoa. E se Adão tornara-se o nosso primeiro filósofo, quando Deus lhe apresentou Eva, em todo o seu esplendor de graça e beleza, antes da Queda (Gênesis 2: 23-25), Lameque se fez uma espécie de poeta do mal. E com trocadilhos demoníacos, ele inaugura a mais antiga tradição literária de linha profana e caráter diabólico na acepção da palavra.

2.5. Observamos, nessas poucas e rápidas pinceladas sobre o princípio da humanidade, que toda a saga de nossa raça, enganada pelo pecado e dominada pela violência, já está delineada. E apenas irá, à medida que o tempo passa, tomando maiores e catastróficas proporções. E o Senhor, desgostoso, concluirá que O Espírito não agiria para sempre na consciência do ser humano, como que contendendo com o coração do homem, no sentido fazê-lo optar pela vida de santidade e adoração. De milenar, Deus torna a criatura apenas centenária, para não ter que destruir por completo a mais importante obra de Suas mãos. Paulo, no primeiro capítulo de sua Carta aos Romanos, dá-nos a dimensão teológica do fato.

2.6. Se até aqui (Gênesis capítulos de quatro e cinco.) a violência é o fator preponderante na civilização, um segundo fator irá se tornar ainda mais decisivo, catapultando àquele primeiro ao nível do inaceitável. E quando surge (ou quem sabe apenas mais amplamente se manifesta), desencadeia a perversão da humanidade por inteiro. É o que se pode inferir da leitura dos versos que se seguem: Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhe agradaram. (...) Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade. (...) A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. (Gênesis 6: 1-2).


Saia Justa 02:
1) Seria natural (como acontece até hoje) que os filhos dos homens olhassem para as filhas de Deus com olhar lascivo. Mas não é isso que diz o Espírito Santo; antes, chama-nos a atenção para o inesperadamente contrário. E o que teria contribuído para que as filhas dos homens atraíssem os olhares agora concupiscentes dos filhos de Deus, acelerando, com o casamento misto e os filhos nascidos desse tipo de união a tragédia da humanidade por inteiro?
2) Você pode imaginar os artifícios por elas utilizados?
3) Quais os artifícios lhes são hoje (E não seria desde sempre) usuais?
4) Você concorda com isso? Por quê?
5) Alguma vez você utilizou-se de algum artifício, ou sentiu-se tentada a usá-los? E como se sentiu perante você mesma e diante de Deus?


sábado, 6 de abril de 2013

2CAP. 01: O Ato De Se Vestir: Éden - CRISTANDADE, MODA FEMININA & O XIS DA QUESTÃO


(Terceira edição/temporada digital: texto revisto em Outubro de 2014)


Leitura: Gênesis 3: 1-7 e 20-24.

1.1.  O ato de se vestir e, consequentemente, desnudar-se, atravessa toda a Bíblia numa apenas recomendável perspectiva: a ótica divina do que seja o pudor. De Gênesis à Primeira Carta de Pedro. E sem que possamos ignorar, nos capítulos 17 e 18 de Apocalipse, como em Ezequiel 16 e 23, um importante fato: as mais contundentes descrições da apostasia espiritual são personificadas por uma mulher despudorada e, no mínimo, em se levando em conta os padrões atuais, consumista. São analogias e comparações que tendem a chocar o leitor descontextualizado, imaturo ou ainda não completamente adulto, a quem este estudo também não seria recomendável. 

1.2. Quando, após a Queda, Adão e Eva tomam folhas de figueira e cozem roupas para si (O que aparentemente não faria menor sentido, sendo ambos casados.) eles dão testemunho de duas novas e preponderantes situações, desde então inerentes à condição humana. Primeiro, de que a plena pureza e inocência, que como uma espécie de véu invisível se lhes cobria o olhar, havia  se perdido. E segundo, de que a necessidade de vestir-se adequadamente adviria do temor de Deus. E se não foi pelo temor que o primeiro casal (ainda que apressada e insuficientemente) se cobriu, os elementos tremor e vergonha não podem ser negados.

1.3. O Senhor sacrificou animais para melhor cobrir o casal. E há no gesto um sentido profundo e profético, somente percebido por aqueles que conhecem a real dimensão da obra de Cristo na cruz. Porém, tão importante quanto o gesto foi o sentido prático do ato divino. Homem e mulher se contentaram com tangas ou aventais; O Pai, porém, modelou para eles um outro tipo de vestimentas. Mais duráveis vestimentas (Não cintas ou aventais.) e melhor adequadas ao convívio com os semelhantes. Estes haveriam de povoar a Terra. E ato de se vestir adquire também, conforme veremos ao longo deste estudo, um sentido não só de proteção pessoal, mas também de profundo respeito para com os semelhantes. Não devendo os mesmos ser seduzidos, defraudados ou terem em si despertada a lascívia; quer pelo despudor, quer pelo caráter sugestivo da nudez. Entenda por defraudação o ato de despertar em alguém a concupiscência ou desejos que não podemos (ou devemos) satisfazê-los.  

1.4. Nossos primeiros pais pensaram numa solução apressada, momentânea e paliativa para uma questão já que havia tomado dimensão da vergonha e de vergonha eterna. O Pai, ao contrário e já divisando a necessidade de um dia sermos revestidos da incorruptibilidade dos anjos não decaídos, cobriu-os com dignidade. Do ponto de vista da sexualidade e da moda, mormente a feminina, isso é tudo o que Satanás intentará perverter. Por quê? O primeiro indicativo de moda, e moda feminina (sem as mãos do Senhor), é por demais esclarecedor quanto preocupante (Gênesis 6: 1-4). Principalmente nesses nossos tempos trabalhosos, quando tantos crentes já não conseguem discernir o andar na luz do seja andar segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar e do espírito que agora atua nos filhos da desobediência, conforme Paulo descreve a terrível condição do homem não regenerado por Cristo Jesus  (Efésios 2:1-3).  No geral, é esse mesmo homem decaído quem faz e massifica a moda. E cabe lembrar de que nem mesmo os seres angelicais se dão ao luxo do despudor, quando manifestos aos olhos do ser humano (Ezequiel 1: 11).





Saia Justa 01:
1) O seu ato de se vestir advém do temor de Deus?
2) Na roupa que você veste pode ser vista a mão (corretiva) do Senhor?  
3)Se você se colocasse na pele do sexo oposto, se sentiria respeitado ou defraudado?
4) O seu modo de se vestir a protege de olhares, intenções e comentários lascivos?
5) A moda que você curte traz como marca o que são tendências momentâneas ou um caráter de dignidade permanente (I Pedro 3: 3-4)?