(Quinta temporada de divulgação / 2019. Atualização: 31 de Janeiro 2025.)
Leitura: I Pedro 3: 3-4; I Timóteo 2: 8-10 e 5: 14-15 . Dois Apóstolos Contras As Coqueluches (II) .
7.1. No mundo ocidental, quem faz a moda? No geral, pessoas de opção sexual e vida moral em total confronto com os princípios cristãos de pudor, pureza e fidelidade conjugal. E é sabido que naquilo que uma pessoa inventa, mormente quando se trata de arte, há uma forte projeção do que ela é (ou desejaria ser).
Nessa nossa sociedade do olhar concupiscente e dos comportamentos exibicionistas, tudo é fator de lucro, uma vez que Mamon fortemente domina-a e a escraviza. E a nudez (Despudorada ou sugestiva.) adquiriu um lugar estratégico de perversão. Inspirada, evidentemente, pelos poderes das trevas (Apocalipse 17).
A mulher cristã pode ou não aderir a isso. Ela ou há de emprestar o seu corpo, tornando-se também manequim de tendências, modelos e modelitos diabólicos ou contrapor-se aos mesmos, adotando um estilo em que saiba aliar o charme e a beleza à santidade. Este, certamente é um dos maiores desafios da igreja ocidental, mormente a brasileira. Em virtude de vivermos num país tropical e do nosso papel já estratégico em missões, a despeito de tanto percalço e pecados culturais só aparentemente (Quero crer.) incorrigíveis.
Torna-se imperativo, portanto, que consumidores e profissionais cristãos da indústria da beleza busquem a Deus fervorosamente. E que abram mão de seus próprios paradigmas, sobre moda e prosperidade, principalmente. E, enfim, encontrem Nele as respostas que deixaram de ser dadas desde algumas décadas _ quando a nudez e a vaidade feminina tornaram-se a linha de frente dos usos e costumes da mulher ocidental.
7.2. De fato, nessa sociedade do espetáculo, modelos, garotos-propaganda, atrizes e, agora principalmente, personagens do cinema e das telenovelas são quem dita o que se usa, como se expressa e o que (ou aquele tipo de pessoa) se ojeriza em cada estação.
Eles ditam moda, até mesmo no meio da cristandade, para vergonha nossa, diria Paulo. Do nome que se dá aos filhos ao que diariamente se consome, vemos a mídia, principal plataforma do inferno, jogando os seus tentáculos sobre tudo e sobre todos. Nesses últimos tempos, dado o grau de depravação da civilização brasileira, mocinhos e mocinhas das telenovelas perderam espaço no coração do telespectador em detrimento de vilões e personagens mal resolvidos: amorosa e sexualmente. E já não é mais constrangedor as pessoas adotarem o mesmo vestuário, linguajar e comportamento de tais abjetos personagens.
Ao nível da espiritualidade, porém, pode-se imaginar a tamanha carga de maldição que há em tudo isso? Se bem analisarmos, à luz dos princípios bíblicos, na pós-moderna cultura ocidental, o estilo (digamos) fashion de viver é muitíssimo comprometido, mas não com Deus. Da concepção à massificação dos itens da moda que se usa e é classificado como tal. O problema é que, de uma à outra ponta, há milhões de pessoas, boa parte cristã ou cristã, consumindo moda ou sobrevivendo da indústria da beleza. Tal fato merece uma profunda reflexão.
7.3. Numa sociedade promíscua, onde a beleza e o corpo da mulher (principalmente) são utilizados para vender desde a goma de mascar ao último lançamento automotivo ou imobiliário, há que se perguntar: qual a intenção primária ao se confeccionar em sua grande maioria uma peça do seu vestuário? Cobri-la ou (despudorada e sugestivamente) desnudá-la?
Já fiz referência a uma propaganda, estrelada por uma de nossas belas atrizes, mas já não tão jovem, cujo slogan era Porque mãe também provoca desejos. Naquela campanha publicitária, a defraudação do sexo oposto foi mostrada como “trunfo” para um perfil de mulher, em tese casada ou pelo menos comprometida, em função de um conceito totalmente pervertido de feminilidade. Insistindo na mesma questão, é preciso que se destaque ainda uma outra: era dirigida a idosos e o que se via? Distintas senhoras, que bem poderiam estar se preparando para encontrar-se com Deus, vibrando com um garotão diante delas, fazendo strip tease. Falar de publicidade no geral para a juventude é chover no molhado. Agora, se um produto é criado, disseminado, e, por fim, recebe forte adesão, em função desse gênero de propaganda, não se transformaria como que num símbolo e ícone da Rebelião (JOÃO, Primeira Carta 4: 5)? E no mundo espiritual, como fica o seu uso indiscriminado pelas nossas crentes? Mais uma vez: é preciso que se questione.
7.4. Pedro e Paulo se colocam como vozes do Espírito Santo contra as coqueluches de sua época. Por exemplo: certo tipo de penteado. Não creio que tranças ou frisado de cabelo eram em si mesmos o problema. Assim como adereços, dependendo quais; ou a grife, em se levando em conta o status social do crente; mas da carga simbólica e do fator cultural que podem trazer, até de coisas sacrificadas a demônios.
Outra questão seria o efeito-desvalia, em quem não os poderia usar, o que é muito comum na natureza (Decaída, cabe frisar.) da mulher. Os apóstolos propõem à cristã autêntica, não apenas abrirem mão de tais paradigmas, mas também oferecerem respostas: a) Vestir-se de boas obras; b) Adornar-se da santidade; c) E, num forte contraponto com a mulher (mesmo a dita cristã) deste nosso tempo, exprimir-se em candura. Eis aí uma palavra perto de ser extinta dos nossos dicionários.
7.5. Candura na pós-modernidade é palavra em gritante desuso. Para vergonha nossa, diria Paulo. No ensinamento de Pedro, porém, ei-la como o mais enfático indicativo de espiritualidade de uma cristã professa. De fato, a candura contraria a síndrome de bipolaridade que, na mulher ocidental pós-moderna, varia do estágio fortemente depressivo ao estado altamente estressado. Logo, a mulher cristã, além de vestir-se de boas obras, deve dar testemunho de ter se tornado morada permanente da pomba da paz. Bem ao contrário daquelas que ora se afiguram avestruzes com a cabeça dentro de um buraco e ora agem como desembestadas vacas loucas ou furiosas leoas indomáveis. E muito desse tipo de comportamento em função de... modas e modismos. Não restritos, evidentemente, apenas ao vestuário: mas também a padrões de beleza que nem todas possuem; à luta por estratificação social num mundo competitivo e de concorrência desleal; e à busca desenfreada do que a sociedade do espetáculo e do consumo conceitua ser o prazer e a felicidade. Falta a tantas, em verdade, o discernimento correto dos dias trabalhosos em que estamos vivendo (II Timóteo 3: 1-7; I e II Timóteo 4: 1-5). Mas Deus conhece os corações; Ele sabe que o ser é bem mais importante do que ter ou apenas parecer o que não se é, e nem se deseja (em verdade) ser.
A virtude, infelizmente, não é o maior tesouro de todas numa sociedade em vias de sodomização. Por isso, no que diz respeito à resposta que deve ser dada pela mulher cristã ao mundo da moda, não pode a mesma ficar em segundo plano. E até pelo fato de ser um ato tão cotidiano, começa pelo se vestir e o (somente apropriadamente e perante a quem de direito) desnudar-se.
Saia Justa 07:
1) Você já foi discriminada ou tornou-se alvo de deboche por vestir-se com decência?
2) Como reagiu? A situação serviu pra você pôr em prática I Pedro 3: 13-17?
3) Você acha ser realmente possível, no mundo atual, pôr em prática o ensinamento apostólico sobre vestuário feminino?
4) Quais seriam as dificuldades? E como superá-las?
5) E quais os benéficos?
6) Você saberia discorrer a respeito, fazendo disso uma oportunidade de testemunho de sua fé?
7) E este livro, poderia ajudar-lhe?
PRÓXIMA POSTAGEM:
CAP. 08: Teria A Mulher Cristã Perdido o Pudor?
.
IMPORTANTE:
Caso o leitor queira nos abençoar, leia
ESTE MINISTÉRIO APOLOGÉTICO & SUA COOPERAÇÃO, publicado em AGOSTO de 2019:
SOBRE O AUTOR: M. (Marcos Antonio) Madsaiin Dias, 65, conhece o Evangelho desde a década de Setenta, tendo, inclusive, concluído o Curso Teológico Básico pelo Seminário Bíblico Mineiro. Escritor investigativo e apologeta, dedica-se ao projeto embrionário MISSÃO IMPACTAR e ao blog homônimo. E neste, compartilha textos (artigos e poesias), eventuais crítica musical e das artes e, principalmente, uma visão de evangelismo consistente e de baixíssimo custo. Há, ainda, outra área de aprendizado/ensinamento a que tem se dedicado, até por força de seu chamado e das atuais circunstâncias, mais integralmente: ao estudo de culturas não-cristãs, como, por exemplo, a islâmica. O autor, no trabalho de uma década nas redes sociais, faz a DEFESA apologética da fé cristã e das Escrituras bíblicas sagradas contra os ataques do Islamismo. Marcos é editor, desde 2011, do blog MISSÃO IMPACTAR.
(Quinta temporada de divulgação / 2019. Atualização: 31 de Janeiro 2025).
"QUALQUER HOMEM HOJE EM DIA QUE TENHA A SANTIFICAÇÃO COMO PROJETO DE VIDA SENTE-SE AGREDIDO PELA NUDEZ DA MULHER OCIDENTAL."
Leitura:
TORAH, Livro de Levítico 18.
A Bíblia e o Ato do Desnudar-se: Lei.
5.1. Na Bíblia, a divisão e a intitulação dos capítulos, embora essenciais a nossa compreensão, não pertencem à inspiração divina. Variam as intitulações de versão para versão e, de fato, algumas não dão conta da ideia global ou da variedade dos temas tratados num ou outro capítulo. No caso das versões em Português de uso corrente no Brasil, com todo o meu respeito aos editores, o capítulo dezoito do Livro de Levítico reflete bem isto. E, bem mais do que casamentos ilícitos e uniões abomináveis, o texto bíblico trata do que se define como envolvimento sexual, a partir do ato (lícito ou ilícito) de um homem desnudar uma mulher. E esta, deixar-se (ou não) desnudar por ele ou... a si mesma desnudar-se perante este, sem que ele o queira.
O ato de uma mulher desnudar-se perante um homem, sem que este seja o seu cônjuge, aos olhos de Deus reveste-se da mesma gravidade da sodomia, do incesto e de outras coisas do gênero abominação. Exatamente porque a pessoa desnudada ou que se desnuda não é o cônjuge. E ponto final.
Nas palavras de Jesus, O ATO SEXUAL REPROVÁVEL COMEÇA NO OLHAR, quando impuro. Consequentemente, ai daqueles que por seus atos e vestuário o alimentam na sua concupiscência.
5. 2. As versões mais antigas da Bíblia, caso da Almeida Revista e Corrigida, conservaram a expressão “descobrir a (sua) nudez”, observando a tradução literal de uma frase hebraica de igual teor. De onde se conclui que O ATO SEXUAL INICIA-SE NO OLHAR. E, QUANDO ILÍCITO, TEM A CATASTRÓFICA CAPACIDADE DE CONTAMINAÇÃO DE UMA CULTURA POR INTEIRO.
O que o Velho Testamento define como cobiça da mulher do próximo, Jesus, com apropriada amplitude, definiu como o olhar impuro, através do qual, em sua fantasia, um homem a despe. E dado o altíssimo nível de promiscuidade hoje reinante, cobiça e olhar impuro já não se aplicam apenas aos homens. Vivemos numa cultura de sex simbols de ambos os sexos e de um desvairado culto ao corpo e à beleza física. Até mesmo o ato sexual entre cônjuges pode se mostrar refratário à santidade (PAULO, Primeira Carta aos Tessalonicenses 4:3-7). Logo, adultério; prostituição; sodomia; assim como as bestialidades hoje noticiadas infelizmente com regularidade, todos eles têm o seu início num olhar. Olhar, no qual a lascívia (Talvez não ainda existente no coração ou quem sabe em estágio de tentação sob domínio.) pode ser despertada pelo elemento moda feminina, quando esta despe a mulher sugestiva e/ou despudoradamente.
5. 3. No final do capítulo 18 de Levítico, Deus diz que as abominações da sexualidade haviam contaminada a terra de Canaã, tendo se tornado no fator determinante para a expulsão e a destruição de seus habitantes daquele lugar.
Quatrocentos anos antes do extermínio, a coisa já atingira um estágio tão irrefreável, que faltava apenas que fosse completada a sua medida de iniquidade. O julgamento tornara-se inevitável (TORAH, Livro de Gênesis 15:12-16). Aquela civilização, assim como a pré-diluviana, forjara-se na cultura do sexismo e da violência. E haveria de influenciar a própria nação judaica, quando de seus piores momentos (LIVROS de Juízes 19-21; Rute 2: 8-10; II Crônicas 36: 11-21); fato que levária os israelitas ao desterro por setenta anos.
Logo, deve-se concluir que ainda que alguns fatores culturais se tornem prevalecentes e se consolidem de uma geração para outra, ou se transfiram de uma a outra cultura, jamais significa aprovação divina. E mesmo que a sociedade cível (com a complacência ou adesão da religião) os aprove e adote-os, isso não quer dizer que a paciência divina não esteja se esgotando em relação aos mesmos.
O principal sinal encontra-se no nível crescente da própria depravação, indicativo de que Deus já entregou determinada coletividade a si mesma, para o apressamento de seus juízos. E a simples adesão subjetiva a tais costumes é tão pecaminosa quanto a sua prática (PAULO, Carta aos Romanos 1: 16-32).
No caso brasileiro, somente o avivamento há de nos livrar de uma apostasia já massificada em se tratando da nudez e da sexualidade pervertida a partir do olhar. E é preciso que vivamos no espírito de Ló (PEDRO, Segunda Carta 2: 4-11), quando em Sodoma.
5. 4. A nudez, a sensualidade e a vaidade exacerbada sem duvida, após a chamada liberação feminina (ou feminista) dos anos 60, estão na linha de frente dos usos e costumes da cultura ocidental. Ao contrário da necessária persistência no devido questionamento por parte da Igreja, houve, mormente entre crentes de melhor nível social e de escolaridade, e muitos dentre eles adeptos do liberalismo teológico, uma paulatina adesão ao lixo que veio a reboque das lutas e conquistas da mulher por direitos civis justos.
O problema é que a coisa agora descambou, está entrando Igreja adentro (Do banco ao púlpito.) e sabe Deus aonde vai chegar. No caso brasileiro, voltando ainda mais atrás na linha do tempo, tudo também teve o seu início no olhar. O europeu chega e observa com lascívia a nudez das índias; abusa das mesmas; e, posteriormente, também da mulher negra. E temos, então, já no início da civilização, uma sexualidade fundamentada na violência. E a religião, como é próprio de Jezabel (APOCALIPSE 3: 20-21), ora servindo de apanágio e, quase que invariavelmente, se mostrando incapaz de refrear os (mais baixos) instintos (PAULO, Carta aos Colossenes 2: 20-23).
Quinhentos anos depois, seguindo uma linha iniciada por algumas mulheres que conseguiram fazer de sua sexualidade/sensualidade um jogo de poder e de manipulação, a coisa se inverteu. E foram aquelas consideradas heroínas da nação e pioneiras nas lutas pelos direitos civis da mulher. Hoje, entretanto, a mesma sensualidade, além de ter se tornado uma moeda de troca da abjeta mulher objeto, razão de ser de tantas peças publicitárias, tornou-se fator de sedução, defraudação, e abuso do sexo oposto. QUALQUER HOMEM HOJE EM DIA QUE TENHA A SANTIFICAÇÃO COMO PROJETO DE VIDA SENTE-SE AGREDIDO PELA NUDEZ DA MULHER OCIDENTAL.
O fato é que a cristandade não pode ter parte nisso. Com pena de, ao invés do tão esperado avivamento, decair-se e inserir-se neste tão insuportável nível de apostasia. Ora, se tudo começa no ato de despir-se perante um olhar, ao qual não se deve, sem o risco iminente de desgraça, ter em si despertada a lascívia, por que não resguardar-se e resguardar o sexo oposto, numa observação estrita da Palavra?
5.5. De fato, dentro do senso comum, pode-se ser chique sem ser santa. E não são poucos os que associam o pudor ao mau gosto. Mas NÃO DÁ PARA SER CHIQUE (AOS OLHOS DE DEUS) SEM SER SANTA. Até porque santidade é a grife da moda feminina de Deus e tem dois fundamentos básicos: a saber, o pudor (vergonha de se mostrar, sugestiva ou despudoradamente, à pessoa indevida) e a sobriedade. Sem os mesmos, tudo o que se vê não passa de elementos nocivos à vida espiritual do homem e da mulher. E, alguns, matreiramente inventados na escola de estilismo do inferno.
Saia Justa 05:
1) Honestamente: o seu conceito de pudor é o conceito bíblico?
2) Como você vê a relação da sociedade atual com os conceitos cristãos de decência e sobriedade?
3) Pode o pudor em si mesmo ser associado ao mau gosto?
4) Você tem dificuldade de aliar o charme de se vestir ao pudor bíblico?
5) Quais as dificuldades práticas para fazê-lo?
PRÓXIMA POSTAGEM:
Dois Apóstolos (Pedro & Paulo) Contra as Coqueluches 01
.
IMPORTANTE:
Caso o leitor queira nos abençoar, leia
ESTE MINISTÉRIO APOLOGÉTICO & SUA COOPERAÇÃO, publicado em AGOSTO de 2019:
SOBRE O AUTOR:
M. (Marcos Antonio) Madsaiin Dias, 65, conhece o Evangelho desde a década de Setenta, tendo, inclusive, concluído o Curso Teológico Básico pelo Seminário Bíblico Mineiro.
Escritor investigativo e apologeta, dedica-se ao projeto embrionário MISSÃO IMPACTAR e ao blog homônimo. E neste, compartilha textos (artigos e poesias), eventuais crítica musical e das artes e, principalmente, uma visão de evangelismo consistente e de baixíssimo custo.
Há, ainda, outra área de aprendizado/ensinamento a que tem se dedicado, até por força de seu chamado e das atuais circunstâncias, mais integralmente: ao estudo de culturas não-cristãs, como, por exemplo, a islâmica. O autor, no trabalho de uma década nas redes sociais, faz a DEFESA apologética da fé cristã e das Escrituras bíblicas sagradas contra os ataques do Islamismo.
Marcos é editor, desde 2011, do blog MISSÃO IMPACTAR.
(Quinta temporada de divulgação / 2019. Atualização: 30 de Janeiro 2025).
Leitura: Gênesis 4:1-6 e 6:1-6. .
A Bíblia e o Ato de se Vestir: Geração Diluviana (III)
4.1 - Fora o fato de Eva deixar-se seduzir pela serpente e, em conjunto com Adão, ser dignamente vestida e depois castigada com seu marido, o mundo era apenas dos homens. Eles faziam as suas guerras e viviam alguns, como Lameque, relações desrespeitosas para com as mulheres.
Somente Eva é mencionada, depois da Queda, por duas vezes e em momento de pós-concepção e aparente contrição. Daí, possivelmente, a referência de Paulo à mulher em I Timóteo 2: 13-15. Já Naamá, a filha de Lameque, é apenas nomeada. Portanto, não se destaca ainda o sexo feminino.
Resguardavam-se (É plausível inferir.) tanto as filhas de Deus quanto as filhas dos homens, em função não apenas do machismo masculino, certamente reinante; mas, também, pelo fato da experiência traumática da descoberta da perda pureza ser ainda recente. Devemos levar em conta a longevidade do ser humano àquela época, quando a expectativa de vida era de mil anos. Mas no sexto capítulo do Livro de Gênesis, o Espírito nós dá a entender que as filhas dos homens partiram para a ação nefasta de deixaram-se ser vistas do modo que homem nenhum as deveria enxergar: apenas como fêmeas. Ou, se quisermos repor a questão no sentido literal: os filhos de Deus olharam para as filhas dos homens do modo pelo qual a nenhuma mulher um homem em vida de santidade pode olhar. E isso foi decisivo para o aceleramento do trágico destino da humanidade.
4.2. Seriam as filhas dos homens fisionomicamente mais belas que as filhas
de Deus? E eram as filhas de Deus anatomicamente menos perfeitas que as
filhas dos homens? Não e não. Então, o que fizeram estas para serem
notadas e se tornarem fortemente desejáveis (Este é o sentido implícito
no texto.) aos, até então, ainda não inconsequentes quanto lascivos
filhos de Deus?
Nenhuma resposta que se preze foge ao que continua sendo
marcante nos próprios dias de hoje, tendo-se em vista o fato de que a
narrativa bíblica está nos mostrando, já no início da humanidade, os
elementos fundamentais à depravação de uma civilização em detrimento da
opção por uma vida de santidade.
Por certo que as filhas dos homens se
vestiram, adornaram-se e, quem sabe já naquele tempo, começaram a
rudemente se maquiar, com intuito de sedução.
Assim como a plástica, uma
boa maquiagem (Que o diga nossas atrizes e modelos.) disfarça defeitos e
redimensiona atributos físicos. Os adornos e a extravagância no ato de
se vestir tendem a chamam a atenção para a pessoa fora da normalidade. E
no que diz respeito à nudez fora do ato conjugal, é por si mesma
devastadora em seus efeitos de (e para o) desencadeamento de sedução,
defraudação e manipulação do sexo oposto. E consequentemente,
potencialmente indutora da traição entre cônjuges, razão pela qual
recebe na Lei tratamento muitíssimo rigoroso; e no ensinamento
apostólico,recomendações pontuais.
4.3.
Há pouca possibilidade, talvez nenhuma, de que os elementos em questão
não tenham se transformado no ponto de partida do ataque fatal de
Satanás à piedade dos descendentes de Abel, através da mulher diluviana.
Estes, ao se casarem com as “poderosas” filhas dos homens, desprezaram a
beleza por certo discreta, sem tanto badulaques e ostentação exterior,
porque fundamentada no pudor, próprias de suas irmãs. De fato, fizeram
pouco do tipo ou estilo que viria a ser recomendado por Deus (I Pedro
3: 1-4 e I Timóteo 2: 8-10).
Diante disso, não seria demais
lembrarmo-nos de que na Bíblia Satanás começa nomeado como serpente e
termina identificado como dragão, depois de citado como leão que anda em
derredor, procurando a quem possa tragar. Logo as suas ações, no uso da
legalidade que lhe der o ser humano e na posse dos elementos que ele
desde o princípio soube bem manipular, tende a crescer na civilização
humana, tomando formas de comportamento cada vez mais assustadoras.
4.4. Conheço um jovem, hoje na faixa dos vinte anos e convertido na
pré-adolescência, o qual compartilhou comigo algo realmente assombroso.
Estava ele participando de um culto e percebeu perto de si uma mulher
extremamente bela em sua silhueta e não suficientemente composta. Aquilo
chamou a atenção do nosso jovem e ele quis olhá-la no rosto. Ela se
voltou para ele. Só que o mesmo não conseguiu enxergar a face daquela
mulher: mas viu, por discernimento de espírito, num livramento do Senhor
Jesus, a cara de um ser horripilante, sorrindo ameaçadora para ele.
Bem
sabemos que a ninguém devemos julgar apenas pelo exterior; todavia, a
aparência do mal que, invariavelmente costuma antecipar os seus frutos,
já é indicativo do mal em si. E de ambos devemos fugir.
4.5.
Moda feminina hoje no meio da cristandade é algo que assusta. E muito.
Recentemente, numa importante publicação evangélica de nosso país,
embora de caráter apenas denominacional, o tema (E falo para vergonha
nossa, diria Paulo.) era uma admoestação a mulheres cristãs quanto
à impraticabilidade do uso de roupas curtas e sensuais, como, p. ex., a
mini-saia.
Convenhamos: é impensável. Num tempo em que, relembrando os
primeiros capítulos de Gênesis, empreendedorismo, tecnologia, arte, e
moda, mormente a feminina, nunca em toda a história da humanidade
estiveram tão entrelaçados e definem (em primeira e última instância) o
estilo de vida e as formas de comportamento nos países onde a religião
não é (Graças a Deus!) impositiva. Sem dúvida que, levados à
exacerbação, influenciam (para o mal e não para o bem) o relacionamento
de todos os homens com Deus. Logo, merece o devido questionamento.
Saia Justa 04:
1. Você discerne o hedonismo (buscar desenfreada do prazer) na indústria da beleza e no ato de algumas pessoas se vestir?
2. Quais seriam os prazeres da carne manifestos?
3.
Até que ponto você acha que a sociedade (brasileira) em que vivemos e a
cultura ocidental te influenciam em termos de vestuário?
4. Você acha que o ato de se vestir deve diferenciar o cristão do não-crente? Por quê?
5.
Você acredita que a maneira de se vestir pode modificar o modo como um
homem olha para uma mulher? Como se sentiria, sendo enxergada apenas
como fêmea? E o que faria a respeito?
...
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IMPORTANTE:
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ESTE MINISTÉRIO APOLOGÉTICO & SUA COOPERAÇÃO, publicado em AGOSTO de 2019:
M. (Marcos Antonio) Madsaiin Dias, 65, conhece o Evangelho desde a década de Setenta, tendo, inclusive, concluído o Curso Teológico Básico pelo Seminário Bíblico Mineiro.
Escritor investigativo e apologeta, dedica-se ao projeto embrionário MISSÃO IMPACTAR e ao blog homônimo. E neste, compartilha textos (artigos e poesias), eventuais crítica musical e das artes e, principalmente, uma visão de evangelismo consistente e de baixíssimo custo.
Há, ainda, outra área de aprendizado/ensinamento a que tem se dedicado, até por força de seu chamado e das atuais circunstâncias, mais integralmente: ao estudo de culturas não-cristãs, como, por exemplo, a islâmica. O autor, no trabalho de uma década nas redes sociais, faz a DEFESA apologética da fé cristã e das Escrituras bíblicas sagradas contra os ataques do Islamismo.
Marcos é editor, desde 2011, do blog MISSÃO IMPACTAR.
(Quinta temporada de divulgação / 2019. Atualização: 30 de Janeiro 2025).
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Leitura:
TORAH, Livro de Gênesis Capítulos 1, 2, 3 e 6: 1-6.
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A Bíblia & o Ato de se Vestir: Geração Diluviana (II)
3.1. Nos seis primeiros capítulos de Gênesis, os principais fatos da história da humanidade, de acordo com a ótica divina, nos são contados numa linguagem de forte conotação oral. É como Moisés os deve ter recebido de seus antepassados e o Espírito o inspiraria a registrá-los, evidentemente que pontuando, seletivamente, o quê e como dizer.
O conceito de inspiração divina na Bíblia não aceita a tanzil islâmica e nem a psicografia espírita. Antes, Deus fala e age através ou sempre em parceria com o homem. Por isso, o Pai jamais despersonalizou seus filhos quando, através da inspiração divina, nos legou a Sua Palavra.
Razão pela qual, no Livro de Gênesis, a linguagem está adequada ao nível intelectual do povo judeu da época _ receptor inicial da revelação, não ainda organizado como estado e que demoraria a se estabelecer enquanto civilização.
3.2. Pelo texto bíblico verificamos que uma das características da oralidade é falar pouco e dizer muito; não falar tudo, para dizer (ainda) mais. Vem do fato de se retransmitir e/ou reiterar conhecimentos num ambiente familiar; no geral, a uma platéia desde criança com os mesmos familiarizada ou para pessoas sequiosas de familiarização. Assim, encontramos tanto "clareza" naquilo que está expresso, quanto no que fica entrevisto.
Milênios se passariam e o Senhor Jesus, nos gloriosos dias de sua carne, diria o autor da Carta aos Hebreus, não desprezou o método; antes, mesmo em suas parábolas (P. ex., a dos lavradores maus e a vinha.), aperfeiçoa-o e o eleva ao nível da excelência. Pelo que se diz: Quem tem ouvidos para ouvir ouça.
3.3. No início da saga humana, Satanás (a serpente) ainda tinha sido chamado pelo nome; mas os símbolos e os ícones da rebelião estão claramente manifestos na ação dos principais representantes da civilização.
Donald Stamps, em nota ao versículo dezesseis do quarto capítulo de Gênesis, na sua Bíblia de Estudo Pentecostal (CPDA), observa que Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus. E a a motivação básica das sociedades humanistas sempre será “superar”, ao seu modo e pecando ainda mais, a maldição do pecado e reconquistar o “paraíso” sem a verdadeira adoração.
Na mesma linha interpretativa, Wactham Nee afirma que é difícil calcular qual parcela da filosofia, da ética, do conhecimento, da pesquisa e ciências do mundo se origina nos poderes das trevas. Esses autores fundamentam-se em toda a Palavra e, especificamente, em JOÃO, Primeira Carta 5:19. Logo, as contribuições e “contribuições” filosóficas, artístico-cultural, tecnológicas e científicas do homem não regenerado pela nova vida em Cristo Jesus devem passar por um crivo rigoroso, no caso de seu aproveitamento por parte daqueles a quem Deus dotou de discernimento para examinar tudo e reter o que é bom. Conceitos sobre moda, inclusive.
3.4. Em Gênesis, do capítulo quarto primeiro verso um ao sexto, os filhos dos homens estão, até então, diferenciados dos filhos de Deus, mostrando claramente quem é quem e quem faz o quê. Os comportamentos são mais do que distintos: extremados.
Já no final do texto, porém, o encantamento ao avesso despertado na geração de Enos pelas filhas de Caim desagrada profundamente a Deus. E fica implícito que não foi pelo bom caráter delas que os filhos de Deus se entregaram àqueles romances tresloucados.
Cabe dizer que a Bíblia não autoriza a interpretação de que os filhos de Deus fossem anjos, visto ter o Senhor falado claramente que os anjos não se casam. E a, até então, piedosa geração de Enos foi tragicamente seduzida pela descendência de Caim. Esta última, por certo que encontrara na mulher um modo de expressão peculiar do seu estilo ímpio de vida, através _ Infere-se e por que não? _ das vestimentas.
Temos, então, o primeiro indicativo do surgimento da moda feminina. Sem evidentemente, as mãos corretivas do Senhor, conforme acontecera no Éden.
3.5. O ato de se vestir, em determinadas situações e mesmo ordinariamente, demonstra no geral as intenções de um coração. Nesses dias trabalhosos e na permissiva cultura ocidental, criou-se até a expressão “vestida para matar “. Quer dizer: de inveja a outras mulheres e de desejo a todos os homens.
É assim, irmã, que você se veste? Eis a identificação do tipo e das motivações, no ato de se vestir (despindo-se), próprio de mulheres espiritualmente mortas (I Timóteo 5: 6).
Vemos nessa prática, não apenas a exacerbação da sensualidade, em decorrência da busca do prazer e de acasalamentos, mas também a soberba da vida, fundamentada no exibicionismo.
Diante de tal postura, é inevitável a concupiscência ser despertada no sexo oposto e o homem se fixar no físico da mulher e, não, em seu caráter. Ora, a alma impenitente das filhas dos homens já era conhecida; e disso dá testemunho a tragédia ocorrida com filhos gerados do casamento misto. E não é difícil concluir que não foi pelo recato que elas “viraram a cabeça” dos filhos de Deus.
Nada mais plausível também concluir tratar-se a metodologia então utilizada portadora dos mesmos elementos hoje tão em uso. Mesmo naqueles tempos, remotos, e de forma rudimentar, mas com motivações sedutoras. Aquela geração pereceu no Dilúvio. E na tragédia, Deus pode apenas refrear do homem a maldade; a qual continuaria num crescente através da História. Até chegar ao nosso tempo, em que se multiplica a iniquidade global e ininterruptamente, já que a serpente vai tomando forma de dragão...
Na cultura ocidental, a nudez (Sugestiva ou despudorada.) stá há décadas já banalizada, assim como estão ficando também banalizados os seus efeitos de sedução, defraudação e manipulação, com as pessoas ainda se orgulhando de tirar proveito do fato.
E não é triste ter que admitir que, ao contrário da resposta ordenada pelos apóstolos Pedro e Paulo (Veremos isso mais adiante.), o estar havendo na cristandade paulatina adesão à vulgaridade no ato de se vestir? Gesto que, de ordinário, nivela cristãs sérias a mulheres sem o mínimo de respeito próprio e pelos seus corpos, aos quais estas não entendem como morada do Espírito Santo. E pior: há na cristandade quem a isso justifique, utilizando-se de conceitos errôneos sobre a santidade e a liberdade cristã.
Saia Justa 03:
1) Você acha que a moda feminina pode tornar-se fator de atração dos homens ao Senhor Jesus?
2) E o que você veste cumpre santamente este propósito?
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IMPORTANTE:
Caso o leitor queira nos abençoar, leia
ESTE MINISTÉRIO APOLOGÉTICO & SUA COOPERAÇÃO, publicado em AGOSTO de 2019:
M. (Marcos Antonio) Madsaiin Dias, 65, conhece o Evangelho desde a década de Setenta, tendo, inclusive, concluído o Curso Teológico Básico pelo Seminário Bíblico Mineiro.
Escritor investigativo e apologeta, dedica-se ao projeto embrionário MISSÃO IMPACTAR e ao blog homônimo. E neste, compartilha textos (artigos e poesias), eventuais crítica musical e das artes e, principalmente, uma visão de evangelismo consistente e de baixíssimo custo. Há, ainda, outra área de aprendizado/ensinamento a que tem se dedicado, até por força de seu chamado e das atuais circunstâncias, mais integralmente: ao estudo de culturas não-cristãs, como, por exemplo, a islâmica. O autor, no trabalho de uma década nas redes sociais, faz a DEFESA apologética da fé cristã e das Escrituras bíblicas sagradas contra os ataques do Islamismo. Marcos é editor, desde 2011, do blog MISSÃO IMPACTAR.