Veja também neste blog: CAP. 01 - Livro das Epígrafes.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
2-CAP. 06 "Cristandade, Moda..." : DOIS APÓSTOLOS (Pedro & Paulo) CONTRA AS COQUELUCHES 01
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Leitura: I Pedro 3: 1-6; I Timóteo 2: 8-10 e 5: 14-15.
6.1. Chamávamos coqueluches àqueles itens da moda, feminina principalmente, que, em determinadas épocas, tornam-se “obrigatórios”; e sem a posse dos tais, uma pessoa (E isso é muito coisa de mulher...) sente-se inferiorizada em relação às demais. A moda tem a capacidade de uniformização do gosto: pelo vestuário, por adereços, palavreados de uso corrente em algum momento histórico ou meio social, ritmo musical, obras de arte. Assim como pelos ícones e símbolos em formação numa cultura, capazes de influenciar as linhas gerais do comportamento de toda uma geração e até os seus posicionamentos ideológicos. Logo, sem a mão corretiva do Senhor, como se viu no Éden, é a moda o mais poderoso instrumento do diabo, juntamente com a tecnologia para fins militar a serviço de maus governos, na implantação de uma cultura dominante abominável.
6.2. Na civilização ocidental, hoje considerada por pensadores e acadêmicos pós-cristã, como se em algum momento da linha tempo realmente o tivesse sido, dois fatores contribuíram fortemente para que a sociedade readquirisse o nível de depravação da sexista e violenta civilização pré-diluviana: o crescimento veloz da informação e o advento das artes audiovisuais (Cinema e televisão, etc.). Os valores distorcidos da geração-Dilúvio estão sendo de novo inculcados em nossos filhos já em idade precoce. E, embora todos saibam quanto lhes são nocivos à formação, alguns pais e bons educadores ficam como que de pés e mãos atados. Já não sabem o que fazer com hábitos tão ruins enchendo os miolos de suas crianças, através de uma mídia que se transformou, em geral, na principal plataforma do inferno (I Timóteo 4: 1-5) e da convivência com pessoas muito à vontade com os produtos que nos são oferecidos. Do vídeo-game violento, que os garotos jogam ininterruptamente, ao banho-de-loja ou Dia-de-Princesa que a maioria das meninas (até mesmos as cristãs) “morrem” se não os tiver. E não é para menos. Até porque andamos esquecidos da necessidade alheia: das desigualdades sociais enormes em nosso país e da fome no mundo; da igreja perseguida; e de quanto culto ao deus do próprio ventre, diria Paulo, se faz presente em nossas práticas sociais e até religiosas. Alguns de nossos templos parecem estar repletos de pessoas apenas querendo se dar bem nessa vida; algumas dispostas ou até sendo incentivadas a fazer barganha com Deus; e nossas relações humanas vão se tornando acentuadamente utilitaristas. Quase esquecidos de nossa identidade, acabamos seguindo o curso deste mundo, dado o nível de cauterização de nossas consciências e o grau altíssimo de amnésia em relação ao real propósito de nossa nova criação em Cristo Jesus (Efésios 2:1-10). Luxo sem culpa em meio ao lixo cultural. E não é sem causa que Madre Teresa de Calcutá é mais unanimidade que qualquer liderança evangélica do país. Para vergonha nossa, diria o apóstolo.
6.3. No quesito moda feminina, o grande problema hoje de parcela significativa da cristandade é que ela não se informa (Ou parece aderir, apesar de toda a informação.) sobre quem a produz, em que ambiente e com qual propósito. Razão pela qual, faz uso indiscriminado de quaisquer itens despejados no mercado, o qual bem pode ser analogicamente caracterizado por um curral. E parece que menos ainda não atenta a cristandade para os fatores que transformam determinados itens numa coqueluche e as implicações advindas disso. No mundo espiritual, porém, se perguntarmos o que estaria subjacente à sua produção e uso disseminado, é certo que teremos desagradáveis surpresas e respostas estarrecedoras.
6. 4. Em sua Primeira Carta , Pedro se coloca contra as peças do vestuário de preços exorbitantes, ao uso extravagante de enfeites e até certo tipo de penteado (3:3-4). Já Paulo, também escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, faz observações idênticas em sua Primeira Carta a Timóteo (2:9). E quanto ao penteado, torna o uso de tranças algo não recomendável à mulher cristã a qual se dirige. No geral, ambos os autores ensinam o quanto a vestimenta e o adorno (fatores externos) devem dar testemunho da espiritualidade (fator interno) da mulher cristã. Ambos tomam a modéstia, a sobriedade e, sobre tudo, o pudor como os princípios elementares a reger conduta dela para com a moda. Além do exposto, Paulo e Pedro identificam coqueluches de sua época, factíveis de serem disseminadas em qualquer classe social: das roupas e jóias caras ao um simples penteado. De fato, Deus não está alheio à mulher que O reconhece, diante de seu espelho. Daí, ser Ele tão pontual naquilo que é do Seu agrado. Mas, infelizmente, parcela significativa da cristandade parece muito pouco à vontade com o ensino apostólico sobre moda feminina ou nem estar aí para tais recomendações.
6.5. Trazendo o ensinamento apostólico para a vida prática: se qualquer vestimenta (de grife ou não); quaisquer tipos de jóias e adereços; qualquer corte de cabelo ou penteado tornado usual; enfim, quaisquer coqueluches da hora ou da moda não cooperam para a espiritualidade fundamentada na modéstia e no pudor; antes, pelo contrário, tornam-se um atentado à mesma; é melhor a mulher cristã seguir o imperativo do Senhor em Mateus 18: 7-9. Mais vale entrar brega no céu do que chique desfilar para olhares e comentários concupiscentes e parar nas passarelas do inferno (I Timóteo 5: 14-15). É preciso também questionar se determinado item da moda não está sendo ou já foi transformado num ícone ou símbolo de rebelião. Até porque a cristã em sua postura e compostura deve levar em conta não apenas a si mesma, mas principalmente os seus semelhantes: da menina ou adolescente (carente de um modelo realmente sadio) à mulher (cristã ou não cristã) que já perdeu ou nunca teve pudor e respeito próprio. Sem se esquecer, evidentemente do sexo oposto. E no caso deste último, ela irá encontrar desde homens lascivos por (decaída) natureza e reféns dessa cultura promíscua, carentes, portanto, da sua intercessão e do devido cuidado no trato com os mesmos ( Provérbios 26: 23-25 RC) a servos de Deus, mas nem por isso super-man espirituais, os quais devem ser resguardado da tentação. Pois não se pode, impunemente, fazer-se de Bate-Seba antes os olhos de quaisquer Davi, em momento de falta de vigilância ou não.
Saia Justa 06:
1) Já houve alguma coqueluche da moda que você por algum motivo (moral, financeiro, estético, etc.) se viu obrigada a não usar?
2) Como você se sentiu na ocasião e reage hoje diante de tal fato?
3) Tempos atrás, determinado item da moda feminina foi divulgado através de uma peça publicitária, cujo slogan “Porque mãe também provoca desejos.”, subentendia: a mulher (mesmo a casada ou pelo menos comprometida) pode e deve sentir-se “bem”, ao despertar a lascívia em todo e qualquer homem. Você acredita que a utilização de produtos, concebidos e massificados com valores e dizeres proféticos de igual teor, tragam ganho ou perda à vida espiritual daquelas que os usam? Por quê?
4) Leia I Timóteo 4: 1-5. Você consegue ver na mídia e através de pessoas que se tornam (momentânea ou permanentemente) ícones ou símbolos da cultura o cumprimento da profecia?
PRÓXIMA POSTAGEM:
Dois Apóstolos (Pedro & Paulo) Contra As Coqueluches 02
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
2-CAP. 05 "Cristandade, Moda...": A BÍBLIA & O ATO DO DESNUDAR-SE: Lei.
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. QUALQUER HOMEM HOJE EM DIA QUE TENHA A SANTIFICAÇÃO COMO PROJETO DE VIDA SENTE-SE AGREDIDO PELA NUDEZ DA MULHER OCIDENTAL.
Leitura: Levítico 18
PRÓXIMA POSTAGEM:
Dois Apóstolos (Pedro & Paulo) Contra As Coqueluches 01
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. QUALQUER HOMEM HOJE EM DIA QUE TENHA A SANTIFICAÇÃO COMO PROJETO DE VIDA SENTE-SE AGREDIDO PELA NUDEZ DA MULHER OCIDENTAL.
Leitura: Levítico 18
5.1. Na Bíblia, a divisão e a intitulação dos capítulos, embora essenciais a nossa compreensão, não pertencem à inspiração divina. Variam as intitulações de versão para versão e, de fato, algumas não dam conta da ideia global ou da variedade dos temas tratados num ou outro capítulo. No caso das versões em Português de uso corrente no Brasil, com todo o meu respeito aos editores, o capítulo dezoito do Livro de Levítico reflete bem isto. Mais que casamentos ilícitos e uniões abomináveis, o texto bíblico trata do que se define como envolvimento sexual, a partir do ato (lícito ou ilícito) de um homem desnudar uma mulher, esta deixar-se desnudar por ele ou a si mesma desnudar-se perante este, sem que ele o queira. Tal ato, aos olhos de Deus, reveste-se da mesma gravidade da sodomia, do incesto e de outras coisas do gênero abominação, quando a pessoa desnudada ou que se desnuda não é o cônjuge. E ponto final. Nas palavras de Jesus, o ato sexual reprovável começa no olhar, quando impuro. Consequentemente, ai daqueles que por seus atos e vestuário o alimentam na sua concupiscência.
5. 2. As versões mais antigas até conservaram a expressão “descobrir a (sua) nudez”, observando a tradução literal de uma frase hebraica de igual teor. De onde se conclui que o ato sexual inicia-se no olhar e, quando ilícito, tem a catastrófica capacidade de contaminação de uma cultura por inteiro. O que o Velho Testamento define como cobiça da mulher do próximo, Jesus, com apropriada amplitude, definiu como o olhar impuro, através do qual, em sua fantasia, um homem a despe. E dado o altíssimo nível de promiscuidade hoje reinante, cobiça e olhar impuro já não se aplicam apenas aos homens. Vivemos numa cultura de sex simbols de ambos o sexos e de um desvairado culto ao corpo e à beleza física. Até mesmo o ato sexual entre cônjuges se mostra refratário à santidade (I Tessalonicenses 4:3-7). Logo, adultério; prostituição; sodomia; assim como as bestialidades hoje noticiadas infelizmente com regularidade, todos eles têm o seu início num olhar. Olhar, no qual a lascívia (Talvez não ainda existente no coração ou quem sabe em estágio de tentação sob domínio.) pode ser despertada pelo elemento moda feminina, quando esta despe a mulher sugestiva e/ou despudoradamente.
5. 3. No final do capítulo 18 de Levítico, Deus diz que as abominações da sexualidade haviam contaminada a terra de Canaã, tendo se tornado no fator determinante para a expulsão e a destruição de seus habitantes do lugar. Quatrocentos anos antes do extermínio, a coisa já atingira um estágio tão irrefreável, que faltava apenas que fosse completada a sua medida de iniquidade. O julgamento tornara-se inevitável (Gênesis 15:12-16). Aquela civilização, assim como a pré-diluviana, forjara-se na cultura do sexismo e da violência. E haveria de influenciar a própria nação judaica, quando de seus piores momentos (Juízes Juízes 19-21; Rute 2: 8-10; II Crônicas 36: 11-21), fato que levou os israelitas ao desterro. Logo, deve-se concluir que ainda que alguns fatores culturais se tornem prevalecentes e se consolidem de uma geração para outra ou se transfiram de uma a outra cultura, jamais significa aprovação divina. E mesmo que a sociedade cível (com a complacência ou adesão da religião) os aprove e adote-os, isso não quer dizer que a paciência divina não esteja se esgotando em relação aos mesmos. O principal sinal encontra-se no nível crescente da própria depravação, indicativo de que Deus já entregou determinada coletividade a si mesma, para o apressamento de seus juízos. A simples adesão subjetiva a tais costumes é tão pecaminosa quanto a sua prática (Romanos 1: 16-32). No caso brasileiro, somente o avivamento há de nos livrar de uma apostasia já massificada em se tratando da nudez e da sexualidade pervertida a partir do olhar, mas é preciso que vivamos no espírito de Ló (II Pedro 2: 4-11), quando em Sodoma.
5. 4. A nudez, a sensualidade e a vaidade feminina exacerbada sem duvida, após a chamada liberação feminina (ou feminista) dos anos 60, estão na linha de frente dos usos e costumes da cultura ocidental. Ao contrário da necessária persistência no devido questionamento por parte da Igreja, houve, mormente entre crentes de melhor nível social e de escolaridade, e muitos dentre eles adeptos do liberalismo teológico, uma paulatina adesão ao lixo que veio a reboque das lutas e conquistas da mulher por direitos civis justos. O problema é que a coisa agora descambou, está entrando Igreja adentro (Do banco ao púlpito.) e sabe Deus aonde vai chegar. No caso brasileiro, voltando ainda mais atrás na linha do tempo, tudo também teve o seu início no olhar. O europeu chega e observa com lascívia a nudez das índias; abusa das mesmas; e, posteriormente, também da mulher negra. E temos, então, já no início da civilização, uma sexualidade fundamentada na violência. E a religião, como é próprio de Jezabel (Apocalipse 3: 20-21), ora servindo de apanágio e, quase que invariavelmente, se mostrando incapaz de refrear os (baixos) instintos (Colossenes 2: 20-23). Quinhentos anos depois, seguindo uma linha iniciada por algumas mulheres que conseguiram fazer de sua sexualidade/sensualidade um jogo de poder e de manipulação, a coisa se inverteu. Elas foram consideradas heroínas da nação e pioneiras na lutas pelos direitos da mulher. Hoje, entretanto, a mesma sensualidade, além de ter se tornado uma moeda de troca da abjeta mulher objeto, razão de ser de tantas peças publicitárias, tornou-se fator de sedução, defraudação, e abuso do sexo oposto. QUALQUER HOMEM HOJE EM DIA QUE TENHA A SANTIFICAÇÃO COMO PROJETO DE VIDA SENTE-SE AGREDIDO PELA NUDEZ DA MULHER OCIDENTAL. O fato é que a cristandade não pode ter parte nisso. Com pena de, ao invés do tão esperado avivamento, decair-se e inserir-se neste tão insuportável nível de apostasia. Ora se tudo começa no ato de despir-se perante um olhar, ao qual não se deve, sem o risco iminente de desgraça, ter em si despertada a lascívia, por que não resguardar-se e resguardar o sexo oposto, numa observação estrita da Palavra?
5.5. De fato, dentro do senso comum, pode-se ser chique sem ser santa. E não são poucos os que associam o pudor ao mau gosto. Mas não dá para ser santa sem ser (aos olhos de Deus) chique. Até porque santidade é a grife da moda feminina de Deus e tem dois fundamentos básicos: a saber, o pudor (vergonha de se mostrar, sugestiva ou despudoradamente, à pessoa indevida) e a sobriedade. Sem os mesmos, tudo o que se vê não passa de elementos nocivos à vida espiritual do homem e da mulher. Alguns matreiramente inventados na escola de estilismo do inferno.
Saia Justa 05:
1) Honestamente: o seu conceito de pudor é o conceito bíblico?
2) Como você vê a relação da sociedade atual com os conceitos cristãos de decência e sobriedade?
3) Pode o pudor em si mesmo ser associado ao mau gosto?
4) Você tem dificuldade de aliar o charme de se vestir ao pudor bíblico?
5) Quais as dificuldades práticas para fazê-lo?
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